segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

J Soares


Sou uma espécie em extinção: macho! Sem nenhuma outra denominação, apenas, macho.

Nada destas frescuras de macho alfa, macho beta, metrossexual ou qualquer outra viadagem.

Gosto de escrever sobre os pontos pitorescos da Ilha do Governador, e é sobre estes dois temas (machos e a Ilha) que se trata este post.

Um dos últimos redutos dos machos na Ilha é a academia J. Soares. Nada de frescura como ar condicionado, TVs de plasma rodando o clipe da moda e luzes piscando como discotecas. A J. Soares é feia, suja e fedorenta. O cheiro de suor velho e o som dos ferros batendo um nos outros são as características mais marcantes desta que é uma das academias mais antigas do bairro.

Nada de aulas de spining, bodyjump, aeroboxe ou yoga. Só ferro e um tatame surrado. A única frescura permitida são as aulas de dança de salão. E só!

Enquanto eu assistia uma aula de judô e bebia uma cerveja do lado de fora, uma mulher que acabou de malhar sai da academia e entra no carro. Dá a partida mas o veículo não funciona. Ela sai, abre o capô, mexe no motor e volta a dar a partida. O carro funciona. Isso que é mulher! Isso que é academia.

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