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domingo, 22 de agosto de 2021

Leo e Noelma: onde o popular e o sofisticado se encontram

Quando cheguei, achei que estava no lugar errado. O bar era diferente das fotos do Instagram que mostravam belos drinks com o mar ao fundo e pratos sofisticados como filé mignon com molho madeira e pratos com camarões, gorgonzola e outros queijos gratinados no maçarico.

Mas na minha frente estava um trailer na beira da Praia da Bandeira visualmente igual aos outros que se espalham pela orla popular da Ilha, frequentada por famílias da classe trabalhadora em seus momentos de lazer. As crianças, apesar de não estarem em situação de rua, já que seus pais relaxavam na praia, vez por outra nos pediam para comprar-lhes biscoitos.

Antes de sentar, perguntei à atendente se aquele era o Leo e Noelma. Depois de confirmado, sentamos.

Os comes

No cardápio, além de petiscos tradicionais, como gurjão de peixe, isca de frango e carne seca com aipim, tinha filé mignon com molho madeira e batatas rústicas e porção de sardinha com bacalhau e queijo brie. Pedimos as sardinhas com camarões e gorgonzola (R$42 com 12 unidades).

Porção de sardinha com camarões e molho de gorgonzola (fonte)

O prato é a representação perfeita do trailer, uma mistura deliciosa da popular sardinha com o sofisticado camarão fresco e da gorgonzola. Exclusividade da casa, nunca vi essa combinação em nenhum outro lugar e estava realmente muito gostoso.

Outro destaque é o pastel de camarão (R$7,00), sem miséria de recheio. Não é creme, são os crustáceos inteiros num tempero caprichado, massa crocante e sequinha.

Destaque para a pimenta artesanal num pequeno frasco com conta-gotas. Pela primeira vez no Rio me alertaram para o ardor da pimenta e ela realmente era ardida.

Os bebes

Drinks do Leo e Noelma (fonte)

Como era um sábado de sol, muitas frutas para os drinks tinham acabado, mas são usadas frutas frescas, cachaça 51 ou vodka Kovak e chantili, além das caipirinhas e caipifrutas e uma apresentação muito cuidadosa, com chapeuzinho e tudo, deixando o copo muito 'instagramável', como dizem a juventude.

A Noelma

A mulher frente a essa lugar incrível é uma simpatia. Sua formação em gastronomia provavelmente é a responsável pela sofisticação de suas criações. Ela e seu antigo marido, o Leo, também eram os responsáveis pelo bar homônimo que ficava no antigo Popotá.

Depois de muito tempo sem escrever aqui, fiz questão dessa postagem para recomendar a todos que conheçam esse lugar e essa mulher responsável por deliciosas criações.

Praia da Bandeira, em frente ao número 57, Ilha do Governador
📞 21 98021-3708

domingo, 12 de maio de 2019

Esquina do Papai


Depois de alguns anos afastado, venho rapidamente para falar do botequim que tenho frequentado quando volto à Ilha. O lugar não tem nome, mas tá conhecido com Esquina do Papai.

Localizado na esquina entre as ruas Sargento João Lopes com a Astilbe, atrás do Zamak (Guarabu), costuma ficar com todas suas mesas nas calçadas cheias nos dias quentes, quando o corpo implora por uma cerveja gelada. Da churrasqueira saem deliciosos espetinhos de carne, frango, coração, kafta e queijo coalho, com ou sem os tradicionais acompanhamentos cariocas (molho e farofa).

Da cozinha, algumas opções marítimas que variam de acordo com a oferta das peixarias. Gosto muito da manjubinha e da ova frita.

Sem delongas, fica a recomendação. Os preços são incríveis, o cliente não se sente roubado. Como fica cheio, às vezes é necessário um pouco de paciência, mas nada grave. 

O bar é a cara do Rio, na rua, descontraído.



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Léa Refeições

A tendência da Praia da Bica são os quiosques temáticos, com um cardápio diferenciado e preços idem, mas felizmente existem alguns que ainda mantêm a simplicidade, oferecendo pratos tradicionais com valores mais modestos. A Léa Refeições é um desses, e possui nas refeições seu carro chefe. Com peixes, churrasquinho misto, arroz, feijão, risotos, carré e outros pratos brasileiros, fornece porções generosos por preços honestos. 

O serviço, aos olhos de muitos, pode parecer que carece de treinamento. Pode até faltar um treinamento formal, do tipo "atendimento ao cliente" do Sebrae, já que a coisa por ali funciona de forma mambembe. Isso não me incomoda, mas algumas pessoas podem não gostar.

Risoto de camarão: R$20

Os preços dos pratos individuais variam entre 15 e 20 reais, já as porções para duas pessoas vão de 30 até 50, em média. Não é uma comida excepcional, é mais voltada para o dia-a-dia mesmo, mas que cumpre bem este papel.

Quiosque Léa Refeições (Praia da Bica)
Tel.: 2466-0751

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pizzaria Belucci

Atualização (jul/13): voltei outro dia na Pizzaria Belucci. Seguem alguns comentários adicionais.

  • O serviço continua bom. Uma amiga perguntou se tinha pizza sem mussarela e eles logo providenciaram;
  • O "azeite" disponível é um óleo misto com apenas 10% de azeite, sem gosto nenhum. Sacanagem;
  • Os sucos estavam todos muito aguados e doces;
  • Não acho mais a pizza de lá tão incrível quanto da primeira vez que fui, mas continua boazinha.

****

Se você, assim como eu, também reclamava da qualidade dos rodízios de pizza na Ilha do Governador, seus problemas acabaram. Outro dia fui na Belucci e saí muito satisfeito.

Com pizzas artesanais (sic), são feitas com ótimos ingredientes em fornos controlados eletronicamente, que colocam a quantidade certa de lenha para manter a temperatura no ponto exato, além de evitar a emissão a mais de fumaça.

A decoração lembra uma cabana montanhesca, toda feita em madeira. Um ambiente muito agradável e com uma boa varanda para a rua. Meia luz e pinturas abstratas e de calmas paisagens, seguindo todas as regras para um restaurante rodízio. Nos estabelecimentos nos quais os clientes pagam pela quantidade de comida o salão é pintado com cores quentes, luzes fortes e pinturas de movimento, como um mar agitado ou animais correndo, tudo para incentivar o consumo. Nas casas a rodízio, o objetivo é fazer o cliente comer menos, por isso tons pastéis, pouca luz e imagens paradas.

As pizzas não são excepcionais, mas são muito gostosas, certamente uma das melhores da Ilha. Massa fininha e crocante e com bastante cobertura e qualidade acima da praticada em outras casas. Sabores diferenciados, incluindo a minha preferida de aliche, impossível de comer em qualquer outro rodízio do bairro. No site eles informam outros sabores, mas que infelizmente não passaram pela minha mesa: cordeiro, linqüiça de avestruz, figo e nozes, strudel, além de calzones diversos.

Imagem publicitária

O rodízio custa R$25,90, pagos na entrada, e inclui bebidas liberadas: refrigerantes da Coca-Cola, água e sucos da fruta. O de goiaba estava muito bom, passei a noite bebendo dele. Outras bebidas, como cerveja da Devassa, são cobradas separadamente.

Fiz valer cada centavo, mas minha digníssima come e bebe pouco, por isso, no caso dela, achei o preço alevado. Poderia ter um esquema de valores diferentes para homens e mulheres.

O único senão ficou por conta das pizzas que pedimos. Apesar dos garçons perguntarem nossos sabores de preferência, a minha de aliche demorou para chegar e a de rúcula que minha digníssima queria não chegou.

Serviço

A Pizzaria Belucci fica na Rua Cambaúba 166, Jardim Guanabara.
Rodízio: R$28,90 com bebidas não alcóolicas inclusas

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Comida Japonesa

Essa postagem foi publicada em abril de 2008. Segue atualização.

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É natural uma manifestação cultural de determinado país sofrer modificações ao migrarem para outras regiões. Alguns exemplos: o McDonald's da Índia não vende hambúrguer bovino, já que este animal é considerado sagrado; a Coca-Cola na Europa tem menos açúcar; a cerveja Antártica no Nordeste tem teor alcóolico maior do que no Rio, porque lá só tem cabra macho e não aceitam beber esse suquinho vendido por aqui.

Quando a comida japonesa chegou ao ocidente, primeiramente nos Estados Unidos, também sofreu algumas modificações. Foi nesse momento que surgiram o sushi Califórnia (sem peixe cru e recheado com pepino e manga), o Filadélfia (com queijo cremoso e salsinha), o hot sushi  (empanado), e o opção de servir a comida em barcos.

Portanto, as regras básicas que aqui vou descrever são adaptações ao gosto brasileiro e não correspondem à forma de como os japoneses comem.

Onde comer comida japonesa na Ilha do Governador


Atualmente existem vários lugares para comer sushi na Ilha: Sushiro (Rua Cambaúba), Shimaki e Oriento Palace (Praia da Bica), Oriente Brasil (Portuguesa), Sushibar (feira da Ribeira), além de vários quiosques.

Sushiro é a melhor opção. Às vezes vão muitas crianças, as televisões ligadas na Globo ficam com volume acima do agradável, mas a comida é boa e o preço, em comparação com similares fora da Ilha, não é tão alto.   E os makimonos são do tamanho correto.

O Shimaki fica na Praia da Bica e também é bacana. O lugar é muito agradável e o sucesso fez com que ampliassem o estabelecimento, fagocitando o quiosque ao lado. Sofre do mesmo problema de muitos restaurantes japoneses, os makimonos são pequenos.

Dos já citados, o Oriente Brasil foi o que menos me agradou. O sashimi estava mal cortado e os makimonos pareciam de restaurante a quilo. O atendimento é ótimo e o lugar é uma graça, mas considerando apenas a comida e seu preço, não vale a pena.

O Sushibar fica na feira da Ribeira todos os sábado. Nunca fui, mas já virou notícia em vários jornais e saiu na primeira edição do Guia Carioca da Gastronomia de Rua. Ou seja, tem gabarito. Inovou ao vender comida japonesa na peixaria da feira, com materiais frescos, na frente do cliente, e barato.

Também tem o Nankin, quiosque que fica encostado no muro da antiga estação das barcas na Ribeira, mas a vigilância sanitária bateu lá e encontrou bichos nos peixes.



Agora um pequeno manual sobre comida japonesa:

A louça

São servidos em barcos ou em pratos com formatos diversos, mas sempre sem desenhos para não contrastarem com o colorido da comida. A comida é apresentada em uma único peça e todos se servem dela.

A comida

A quantidade de pratos é enorme, mas os mais tradicionais são o sushi e o sashimi. Experimente também o tempura (bolinho de carne e legumes frito), unagi (enguia temperada) e o onigiri (bolinho e arroz).

Sushi

O sushi é feito com arroz e pode ser encontrado em vários formatos. Os principais tipos são:

1- makimono, o mais tradicional, enrolado;
2- temaki, também conhecido como cone;
3-nigirizushi, bolinho de arroz coberto com uma fatia de peixe cru; e
4- uramaki, enrolado ao contrário do sushi, com o arroz por fora e a alga por dentro.

Sashimi

O sashimi é uma fatia de peixe cru, sem arroz.

Quanto pedir

Uma pessoa come em média oito peças de sushi, sendo este número um padrão das porções individuais servidas na maioria dos restaurantes. Se estiver com muita fome, 16 saciam bem. Um ogro precisa de 24 ou mais.

Molho Shoyo

Brasileiro gosta de comida salgada, muitas vezes coloca sal no prato antes de experimentar. Por isso gostamos de encharcar tudo no shoyo. No Japão o costume é molhar levemente apenas o peixe, e não mergulhar o arroz e depois dar um banho de molho de soja no sushi, como gosto de fazer. Só não coloque  nas peças doces, como as que contém mel.

Washabi

A raiz forte é uma pasta verde apimentada. Diferentemente da pimenta que estamos acostumados, que arde a língua durante um longo período, o washabi arde durante poucos segundos nas mucosas nasais. Deve ser colocado no sushi com a ponta do hashi.

Gengibre

Um outro acompanhamento é o gengibre, que deve ser comido antes da refeição e entre peças de sabores diferentes, para limpar as papilas gustativas. Também pode ser usado como a ponta de um pincel para colocar shoyo em cima do sushi.

Como comer

O ideal é pedir para alguém ensiná-lo a usar os hashis. Se você ainda não possui habilidade suficiente pode usar aqueles elásticos que prendem na ponta, transformando o hashi numa espécie de pinça.

Regras

1- Nunca espete o hashi na comida;
2- Uma peça já vem com o tamanho certo de uma bocada, por isso não morda o sushi. Se sua boca for pequena demais, paciência. Alguns restaurantes mais elegantes (e caros) produzem a peça de acordo com o tamanho da boca do cliente;
3- Não lamba e nem coloque o hashi na boca. Você deve levar o alimento à boca sem encostá-lo nos lábios ou na lígua;
4- Restaurantes sofisticados possuem um descanso para o hashi. Como este não é o seu caso, dê um nó na embalagem de papel utilizada para proteger o hashi como tal;


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Quiosques na orla da Ilha do Governador

Acho a orla da Ilha do Governador linda, sempre imagino como seria bom se as praias fossem limpas. Minha mãe tomava banho no Galeão, hoje uma das mais nojentas. Já ouvi relatos de pessoas que pegavam estrelas do mar e cavalos marinhos.

Apesar de serem impróprias para banho, é possível desfrutar de uma bonita paisagem enquanto sorvermos um cerveja gelada. Abaixo o quiosque Hora do Lanche, na Praia das Pitanqueiras.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Oriente Brasil

Lembro da primeira vez que comi comida japonesa. Fiquei enjoado e deixei quase tudo no prato. A segunda a experiência foi completamente diferente, o amigo gourmet Leonardo Martins preparou um almoço com sushis e tamakis que foram suficientes para que eu nunca mais abandonasse um bom peixe cru.

Há pouco tempo abriu na Portuguesa, em frente ao supermercado Extra, o Oriente Brasil. Fui lá conferir:

Interior do Oriente Brasil
Interior do Oriente Brasil
O lugar é uma graça, pequeno, aconchegante, funcionários atenciosos e um ar condicionado que funciona muito bem. Começamos com temakis de atum (R$11,20) e depois o combinado 3, que vem com 20 makimonos hot filadélfia e 10 sashimis de salmão (R$38,00). Estava bom, mas nada espetacular. Só acho que estão errando a mão no tamanho dos makimonos, são muito pequenos. Provavelmente vão falar que é para ficar do tamanho adequando para a boca e blá blá blá. Não é, poderiam ser maiores.

Outras opções:

Combinado 1: 10 filadélfias e 10 sashimis de salmão (R$25)
Combinado 2: 10 hot camarão e 1 temaki de camarão (R$25)
Combinado 4: 15 sashimis de salmão, 15 sashimis de atum e 10 sashimis de peixe branco (R$55)
Combinado 5: 1 temaki de atum, 10 filadélfias, 5 sashimis de atum, 5 de salmão e 5 de peixe branco (R$45)

Veja o cardápio completo no site do Oriente Brasil.


Temakis de atum do Oriente Brasil
Temakis de atum do Oriente Brasil

Combinado 3

Oriente Brasil
Estrada do Galeão, 2775 - Loja A - Portuguesa - Ilha do Governador
(21) 3975-6551

domingo, 14 de abril de 2013

Maki Nordestino do Bar do Camarão

Informe do Bar do Camarão

O Festival Comida di Buteco deste ano acontece simultaneamente em 16 cidades brasileiras e começou dia 12 de abril e vai até 12 de maio. No Rio, 30 bares estão participando, dois deles na Ilha do Governador. São eles o Bar do Camarão e Pontapé Beach, ambos presentes em edições anteriores do concurso. Todos os concorrentes criam petiscos exclusivos, que desta vez precisa ter na receita lingüiça e/ou mandioca.  A votação é feita através de sufrágio popular, todo mundo que pede o petisco recebe um cédula, e por jurados que visitam o estabelecimento disfarçados de clientes comuns.

Um dos critérios de seleção dos bares é que eles precisam ser tocados pelos próprios donos, nada dessas redes que nos últimos anos estão tomando a cidade. Ou seja, só buteco de raiz.

Certamente visitarei algumas casas para experimentar os pratos concorrentes, e comecei com o Bar do Camarão, que fica na Colônia Z10 e que ano passado apresentou a Tortinha de Camarão. Desta vez concorre com o Maki Nordestino (R$16,50), oito makimonos de mandioca recheados com queijo coalho, carne-seca e bacon, que devem ser comidos com hashi. Gostoso, mas longe de chegar entre os primeiros.

Maki Nordestino

Um segundo tira-gosto também está sendo oferecido, não concorrente e que deve ter Doritos entre os ingredientes, já que é um dos patrocinadores. Apesar de adorar, não como esse salgadinho porque li em algum lugar que é um dos alimentos mais cancerígenos que existe, mas decidi experimentar. O Doritos da Z10 (R$16,90) consiste numa porção com oito bolinhos de mandioca recheados com camarão com catupiry e empanados com farinha do biscoito. De tamanho generoso, é bem mais gostoso que o petisco que concorre no festival.

Doritos da Z10

Bar do Camarão
Rua Antônio Sales, 04 - Colônia de Pescadores Z-10 - Ilha do Governador
Telefones: 7944-4497 / 7877-6170 / 3472-3973
Quarta, Quinta e Sexta: 17h às 23h
Sábado: 13h às 23h
Domingo: 12h às 18h

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Botequim Alquimia

Fachada do Botequim Alquimia
Alquimia é uma prática ancestral estudada desde a Idade Média e tem, entre outros objetivos, criar o Elixir da Longa Vida (que cura todas as doenças e prolonga a existência daqueles que a experimentam) e trasmutar metais comuns em ouro. Ainda hoje tem gente que se dedica ao tema (é verdade, conheço uma pessoa que faz parte de um grupo).

Elixir é um dos drinks disponíveis no Botequim Alquimia. Se vai curar todas as suas doenças e prolongar sua vida, acho pouco provável, mas mesmo assim vale a muito a pena tentar. Não por suas propriedades místicas, mas pelo sabor e pelo visual. Trata-se de um baldinho com gelo e cinco tubos de ensaio. É só sacudir para misturar o conteúdo, destampar e beber. Custa R$12,90 e possui 6 opções. Abaixo, o Conde de St Germain, feito com licor de pêssego, groselha, curaçao blue e absinto, resultando num belíssimo líquido tetrafásico.

Elixir Conde de Saint Germain

Licor de pêssego, groselha, curaçao blue e absinto: R$12,90
O Alquimia possui outras atrações: as caipivodkas. As combinações também são ótimas, num copo com 400 ml por preços entre R$11,90 e R$12,90. A caipigreen vem com uva verde, kiwi, limão e hortelã. A yellow é feita com abacaxi, manga e maracujá, a mangibre com manga, gengibre e manjericão. A hot leva tangerina e pimenta dedo-de-moça. A red é com morango e uva rosada. Todas ótimas, e na quinta é dose dupla (tenho a impressão que vem com mais gelo neste dia).

Mangibre (esquerda) e caipigreen
Caipired e caipgreen

Para comer, croquetes (R$13,90), espetinhos com molhos diversos (entre R$9,90 e R$13,90) entre outras opções.


Aproveite para ir também na quarta, quando o chope sai por R$2,99.

Gostei e vai entrar no meu roteiro. Só não curti o pagodinho tocando em alto volume na varanda.

Botequim Alquimia
Rua Maldonado, 361 - Ribeira - Ilha do Governador

(preços aferidos em jan/2013)

domingo, 18 de novembro de 2012

Bar Papo de Amigo

Atualização (jul13): O bar fechou.

Quando fiquei sabendo alguns dos nomes que estariam a frente do Bar Papo de Amigo, não tive dúvida, sucesso certo, e foi lá que ontem passei uma noite daquelas ao som de muito rock'n roll, babe!

Não vou me estender na descrição, só vou dar os principais tópicos: cerveja gelada, uma programação musical variada de altíssimo garbo e elegância e muita gente boa. Não comi nada, mas sei que tudo que sai daquela cozinha é feito com carinho e atenção.

O show foi com a banda 4x Rock, e a casa promete trazer outras atrações como rodas de samba, chorinho, blues e sertanejo. Curta a página do Papo de Amigo no Facebook e acompanhe a programação. Quando tiver um rock novamente, certamente estarei no gargarejo cantando bem alto.

Bar Papo de Amigo
Rua Fernandes da Fonseca, 323 - Ribeira - Ilha do Governador
(21) 3507-4153

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Só no Sapatinho

Carne seca com fritas do Só no Sapatinho
O quiosque Só no Sapatinho, na Praia da Bica, sempre comeu pelas beradas o público que saía pelo ladrão do vizinho Mexe México. Sem nenhum atrativo, comportava aqueles que  não encontravam mesa ao lado. Felizmente essa história mudou. Depois de uma reforma, o quiosque agora é mais uma opção em comida nordestina na Ilha do Governador.

Esta é a tendência da PDB, especialização. Já temos espaços especializados em comida japonesa, australiana, alemã, mexicana, uma breve experiência de uma casa italiana, pastéis, bolinho de bacalhau entre outros.

Estive rapidamente no Só no Sapatinho e pude ver que o cardápio é arretado e farto, como manda o figurino da terrinha, com buchada e outros pratos da pesada. Vou passar lá com calma outro dia.

domingo, 13 de maio de 2012

Botequim Galeão

Na adolescência fui um freqüentador assíduo da Lapa. No início de namoro com a digníssima, ela ficava espantada com a quantidade de pessoas que me cumprimentavam por lá. Agora a Lapa é outra coisa, com diversos botequins metidos a besta, que tentam imitar os tradicionais no cardápio e decoração, menos no preço.

Eu ia no Bar das Quengas quando esta era apenas o apelido da casa e as putas realmente paravam por lá para tomar um caldinho de feijão antes de pegar no batente (ops!). 

Não gosto, não vou mais. Um dos poucos em que ainda bebo vez por outra é o Gerson, pé-sujo de verdade. De resto, nada mais me agrada por lá.

Essa onda de botequins projetados por arquitetos, agências de publicidade, chefes de cozinha e patrocínio de cervejarias começou no final da década de 90 e se espalhou pelos grandes centros urbanos. Na Ilha do Governador o Botequim Galeão, recentemente inaugurado, é um exemplo. Funciona no antigo Gelo e Carvão, que por poucos meses abrigou o Farpella, que tinha nas rodas de samba e pagode sua principal característica. Me falaram que é do mesmo proprietário do Bar Favela, que provavelmente resolveu fechar o Farpella e atingir um outro público, já que o anexo da União da Ilha também tem forte ligação com a música.

Interior do Botequim Galeão

Apesar da minha resistência em chamar esses bares moderninhos de botequins, gostei de lá. A casa é muito bem planejada, com iluminação fraca e agradável, boa música em baixo volume e decoração caprichada. Em um dos cantos, várias fotos da Ilha antiga adesivadas nas paredes, além de cartazes de clássicos do cinema, fotos de importantes nomes da cultura brasileira, como Vinícius de Moraes, diversas capas d'O Pasquim, cartuns do Jaguar entre outras imagens. Referências culturais com as quais tenho forte ligação, por isso me senti bem. Uma linha do tempo conta os principais acontecimentos da Ilha até 2012, ano de abertura do bar.

Para beber, uma carta considerável de cerveja importadas. Para comer, um cardápio provisório com poucos itens. Em breve abrirá para almoço.

Gostei, certamente seria um lugar onde eu bateria ponto semanalmente, mas R$7,00 numa garrafa de Bohemia (mais 10%) está fora do meu poder de compra. Sentar para beber é uma atividade que faço com muita freqüência, por isso preciso de bares com preços moderados.

Botequim Galeão
Rua Gregório de Castro Morais, 1130 (Loja A) Jardim Guanabara - Ilha do Governador
(21) 3393-2422

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Roda de Samba do Amigo Bené - Pontapé Beach

A leitora Vania foi ao Pontapé Beach e experimentou a Roda de Samba do Amigo Bené, petisco que está concorrendo no Comida di Buteco. É uma homenagem a um recém falecido freqüentador da casa. 

Outros dois bares insulanos disputam o concurco: Bar do Camarão e a Petisqueira Martinho.

Clique para ampliar
Acima, a foto de divulgação do petisco seguida da foto real enviada pela Vania. Consiste em tapas de jiló, carne seca, bacalhau, camarão, presunto com cream cheese e salame, decorados com azeitonas e ovos de codorna.

Leia também a postagem sobre a Tortinha do Camarão. Só falta postar o Pic Nic de Bacalhau da Petisqueira Martinho para completar o trio de concorrentes da Ilha. Alguém se habilita?

Pontapé Beach
Praia da Ribeira, 63 – Ribeira – Ilha do Governador
(21) 3495-2285
Terça a Sexta: 18h às 24h
Sábado: 12h às 24h
Domingo: 12h às 17h

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Bar Favela


Finalmente tive a oportunidade de conhecer o Bar Favela, anexo a quadra da União da Ilha. Como não poderia deixar de ser, tem o samba como tema principal, decorado com banners com imagens dos bambas da área. 

A música é o personagem principal, ou seja, alto volume e um telão no qual são projetados shows. Conversar lá é difícil, por isso não gostei, apesar de terem baixado depois de um pedido nosso. Não estou dizendo que é ruim, muita gente gosta deste tipo de ambiente, mas não é o tipo de lugar que procuro. Poder conversar tranquilamente para mim é fundamental.

Fui numa quinta e estava vazio. No cardápio, cervejas da Ambev e pouquíssimas opções em petiscos. Além disso, só tinha meia porção de batata frita (faltar batata é um vacilo grave) e a calabresa tinha mais gordura do que o recomendado. O caldo verde também não tinha nenhum atrativo.

Apesar disso, o atendimento foi ótimo, garçom muito atencioso e cerveja gelada.

Modesto cardápio. Preço honesto, mas poucas opções

Fonte das imagens

Bar Favela
Estrada do Cacauia, 322 - Cacuia - Ilha do Governador (anexo a quadra da União da Ilha)

domingo, 22 de abril de 2012

No Bafo & Na Brasa


Quem deu a dica foi a leitora Fátima, um churrasco muito bom atrás do Paulino Werneck. Sábado digníssima e eu resolvemos conferir e lembramos já ter passado em frente ao No Bafo & Na Brasa e ter visto o local cheio.

O nome é autoexplicativo, carnes preparadas no bafo e na brasa. Costela de boi e porco, cupim, picanha, galeto, lingüiça, pernil entre outras opções (entre R$11,00 - galeto assado - e R$30,00 - picanha). Para acompanhar, arroz branco, feijão, salada, farofa de ovo, batata frita, salada de maionese, pagos por fora. Preços honestíssimos e qualidade idem.

Como a costela no bafo tinha acabado, pedimos o cupim. Muito macio, dava para comer sem faca. Acho que dava até para comer com garfo de plástico, tarefa que, como todos sabem, exige alta dose de habilidade e paciência.

Cupim no bafo com farofa de ovo e batata frita
Segundo o garçom Ricardo (que tem voz de locutor), a porção inteira dava para duas pessoas normais. Mais uma vez percebi que não me encaixo neste conceito de normalidade, porque se estivéssemos acompanhado de mais alguém, certamente também teria saído satisfeito. Mas o fato de ter sobrado foi bom, a carne rendeu ótimos sanduíches na manhã seguinte.

Também existem as opções de combo, com duas ou três carnes. O mistão tem alcatra ou contra-filé, lingüiça, cupim no bafo, galeto e coração de frango por R$69,00.

A única ressalva foi a farofa, que tinha pouco ovo. A digníssima comentou e dois minutos depois o Ricardo levou a farova, dizendo que tinha pouco ovo. Ficamos olhando em volta, procurando alguma janela na parede do restaurante por onde, talvez, pudessem ter ouvido nosso comentário. Em pouco tempo ele retornou com a guarnição renovada. Ficou muito melhor, gostamos da preocupação no atendimento, mas a do Galeto da Ribeira continua imbatível.

Nova farofa de ovo
É tudo muito bem cuidado, limpo, com mesas debaixo de tendas do lado externo (varanda e calçada) e um salão com ar condicionado. Não gostei do salão, que não possui janelas, deixando o ambiente bem claustrofóbico, e o cheiro de galeto deve ficar nas roupas dos clientes. Sem falar da televisão ligada, coisa que me desagrada.

Frente do restaurante, já sem as mesas na calçada

Minha conta (almoço e café da manhã no dia seguinte), com um suco e um mate, deu quase R$50,00. 

Funciona todos os dias, mas apenas no horário do almoço, até 16 horas, aproximadamente. O No Bafo & Na Brasa fica na Estrada do Cacuia, 1143 - Ilha do Governador. Aceitam todos os cartões.

Seguem páginas do cardápio. Clique na imagem para ampliar.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Rey da Lingüiça no Pão

Atualização (dez/12): a casa fechou, abriu uma lanchonete no local, mas fica o registro.

Rey da Lingüiça no Pão
Quem, numa viagem, nunca parou para comer croquetes e pão com lingüiça na Casa do Alemão? Também adoro os sanduíches de lombinho e lagarto no brioche. Geralmente a parada é na volta da Região dos Lagos ou da Costa Verde, quando, já perto de casa, queremos matar aquela fome das horas passadas dentro do carro. Programa clássico.

Há muito queria ir no Rey da Lingüiça no Pão, no Tauá, mas um amigo me disse que não valia a pena e por isso fiquei tanto tempo sem por lá pisar. Semana passada, rodando com minha bicicleta, resolvi conferir e não me arrependi. Depois de alguns instantes esperando um garçom, li a placa que solicitava que os pedidos fossem feitos direto no balcão. Pedi um pão com lingüiça e um croquete.

O croquete estava ótimo, um clichê gastronômico: casquinha fina e crocante com um recheio cremoso. Só chegou com o óleo um pouco acima do recomendável, mas apenas por não ter escorrido adequadamente. Bem parecido com seu irmão famoso, só que maior.

Croquete do Rey da Lingüiça no Pão - Ilha do Governador

Pão com Lingüiça Tradicional
Já o sanduíche não estava ruim, mas também não era nada de mais, de fácil reprodução em casa com uma lingüiça que podemos comprar na feira ou numa deli. O pão era um baguete qualquer, provavelmente de alguma padaria do entorno. Para temperar, mostarda escura Hemmer, como deve ser. Gostoso, mas comum.

Pedi o tradicional, apenas o pão e a lingüiça, mas alguns complementos podem ser solicitados, como cebola na manteiga, queijo coalho, provolone, ovo e requeijão. Outros petiscos também podem ser degustados, como porções de salgadinhos, batata frita e sanduíche de filezinho.

A casa, que fica ao lado da Pastel Mania, divide a varanda de madeira com o Rei do Bolinho de Bacalhau. Pequena, é decorada com panelas de pedra e alguns itens germânicos, além de um boneco maconheiro no balcão.

Croquete: R$3,00
Pão com ligüiça tradicional: R$6,30
Com ovo ou cebola frita na manteiga: R$6,80
Com requeijão, provolone ou queijo coalho: R$7,30
Cerveja em lata: R$3,00

Avenida Paranapuan 1371 loja B

sábado, 3 de setembro de 2011

Bar do Seu Paulo

Estou voltando a dar minhas pedaladas pela Ilha, sempre portando minha máquina fotográfica a procura de alguma coisa bacana para colocar aqui. Não é tarefa difícil, a cada saída volto com muitas idéias. Algumas delas coloco em prática na hora, como experimentar a famosa meiota do Seu Paulo, que mistura limão, cachaça, gim e mel.

A data de fundação do bar é desconhecida, mas dizem ter mais de cem anos. Antes do Carrefour criar os supermercados em 1975 (ano em que Seu Paulo assumiu o bar), as pessoas compravam produtos genéricos em armazéns. Genéricos porque não tinham marca, tonéis e barris cheios de feijão, arroz e demais gêneros forneciam o que o comprador precisava. Agora o que mais se vende são bebidas e alguns poucos itens para o dia-a-dia doméstico.

Na minha visita pedi a meiota e fiz questão de gravar um vídeo registrando o procedimento (abaixo). Rodrigo Nonno (habitué e dono do blog Butecólico) já tinha feito um ensaio fotográfico completo.

O Bar fica na Freguesia, esquina da Rua Magno Martins com a Comendador Bastos.



Interior do Bar do Seu Paulo

Pastel, meiota e a pimenta numa garrafa de Fanta

Minha Ceci rosa na porta do bar

A meiota e queijo com azeite, orégano e molho inglês
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Atualização: quando falei para a digníssima que tinha ido ao Bar do Seu Paulo, imediatamente ela perguntou se eu tinha tirado foto da rua em frente ao bar, com dezenas tampas de garrafa de cerveja incrustadas no asfalto. Respondi que não, mas voltei para fazer o registro. A boemia local joga as tampas na rua que acabam adornando o chão pelo fluxo de carros.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pizzarola

Picanha, arroz de brócolis, farofa, fritas e molho à campanha da Pizzarola

Não gosto de lugares com muita gente, mas ver um restaurante vazio enquanto os outros estão cheios é um sinal que não deve ser ignorado. Estacionamos na Ribeira, minha digníssima e eu, e olhamos em volta para escolher onde jantar. A única exigência era ir num lugar que ainda não conhecíamos.

O Pizzarola parecia agradável, com uma estreita varanda na qual perfilavam algumas mesas com vista para a praça, um clima aparentemente romântico. Ao subir para o segundo andar, que é dividido em dois ambientes, também vazios, nossa segunda impressão ruim: televisão ligada no Zorra Total com um volume desagradavelmente alto, que só servia para entreter os garçons. Tive vontade de ir embora neste momento, mas resolvi permanecer e experimentar a comida.

No cardápio, pizzas, massas, carnes, peixes e aves. Esse tipo de restaurante, que oferece uma grande variedade de refeições, foi muito comum até a década de 80, 90, mas agora as casas estão se especializando em um determinado tipo de prato. Não que esse modelo ainda não renda, veja o Graça da Vila, que no final de semana tem fila na porta, mas esta é uma estratégia que a cada dia fica menos comum.

Pedimos a picanha com arroz de brócolis, farofa, molha à campanha e fritas. Era um prato executivo mas que servia duas pessoas. Foi na medida, não sobrou nada e saímos sem fome. Entretanto, a picanha tinha apenas uma pequena capa de gordura e estava pouco saborosa. Gostamos do arroz porque gostamos muito de alho, tempero usado em excesso, mas certamente esse não é o sabor esperado por quem pede o prato.

Com quatro chopes, pagamos R$70,00. Saímos com a certeza de não voltar mais.

Pizzarola
Rua Augusto dos Anjos, 12, Ribeira - Ilha do Governador
3396-5651 / 3396-0333

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Apesar de termos sido bem recebidos pelos funcionários da Pizzarola, é chato para mim escrever esse tipo de crítica. O país está vivendo um bom momento, com milhões de famílias entrando para a classe média e, conseqüentemente, com mais dinheiro para gastar em restaurantes. A situação da Pizzarola pode ser revertida. Trabalhei dois anos no Sebrae e conheço o excelente trabalho que eles realizam para ajudar os pequenos empresários. Aconselho fortemente a busca de uma consultoria.



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sábado, 13 de agosto de 2011

Bom Demais

Isca de frango empanado com molho rose do Bom Demais

O nome parece de grupo de pagode que se apresenta no Clube dos Sargentos, e se não fosse uma promoção de um site de compras coletivas provavelmente nunca teria parado lá.

Localizado na Ribeira, perto da pracinha, a especialidade do Bom Demais é a transmissão de jogos de futebol em um telão. Mais um motivo para eu não freqüentar, mas quem gosta de assistir as partidas acompanhado de um chope bem tirado (coisa rara na Ilha do Governador), lá é um bom lugar.

A decoração me lembrou os restaurantes na beira da praia da Região dos Lagos, o que agradou minha digníssima. São poucas as opções de petiscos, parece que o forte da casa são os almoços executivos. Pedimos uma porção de polenta com calabresa mas infelizmente tinha acabado. Uma pena, esse não é o tipo de coisa que se vê com freqüencia nos bares da Ilha. A segunda opção foi isca de frango empanada com molho rose, que estava muito bem preparada, com a farinha bem sequinha. 

No dia que fomos estava vazio e apenas alguns torcedores acompanhavam uma partida no telão. Quando o jogo acabou, ao contrário do que imaginávamos, começou a tocar uma música bem agradável. Também fomos bem atendidos pelos funcionários, o que sempre faz muita diferença.

Bom Demais
Rua Paramopama, 322 - Ribeira - Ilha do Governador
Telefone: 3439-0705


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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Boteco do Carlitos

Tenho grande preconceito com bares que colocam em seus nomes a palavra botequim. Veja a Lapa, por exemplo, cheia deles. Me desculpem, mas de botequim esses lugarem não têm nada. Contratam um arquiteto caro para espalhar ladrilho hidráulico por todos os lados, um estitilista para colocar chapéu de malandro nos garçons e um cheff para criar um cardápio com bolinhos de bacalhau e batata calabresa que custam uma fortuna, sem falar na tulipa de chope por R$5,00 e televisões espalhadas pelo salão.

É tudo falso, uma tentativa de imitar o ambiente informal dos verdadeiros butecos cariocas, mas com uma roupagem "moderna" e cara. Não gosto, prefiro freqüentar os originais, com português no balcão, um nordestino na cozinha e a garrafa de cerveja por, no máximo, R$4,00.

Me rendi ao Boteco do Carlitos, na Ribeira, depois de comprar alguns chopes num desses sites de compras coletivas. Como estava muito barato, fui com minha diginíssima, sua mãe e o amigo Vitor Alli. A idéia era apenas beber nossos chopes com um petisco e ir embora.

Pedimos uma isca de peixe com molho rose e estava muito bom. Não lembro o valor, mas foi algo entre R$20 e R$30, uma porção caprichada.


Minha sogra bebeu um Blue Lagoon, drink a base de vodka e curaçao azul. Além de bonito, também estava ótimo.

Blue Lagoon do Boteco do Carlitos
Depois fomos terminar a noite no Karekas.

O Boteco do Carlitos fica na Praça da Ribeira: Rua Fernandes da Fonseca 52, Ribeira - Ilha do Gov. Tel: 3975-4000