Leia mais >>
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Turismo sexual no carnaval
É carnaval e o Rio de Janeiro é mundialmente conhecido como destino para apreciadores do turismo sexual. Um ótimo lugar para procurar prostitutas e travestis prontos para um "programinha gostoso" são os orelhões do centro da cidade. Morro de rir, são divertidíssimos e estão dispostos a fazer de tudo. Cada travesti horroroso mostrando sem pudor seus "dotes" e corpos definidos.
Tirei algumas fotografias e caso você tenha parado aqui vindo pelo Google procurando telefone de travecos, é só anotar.
Leia mais >>
Orientações para o carnaval
1. Não compre cerveja dos espertinhos que estão cobrando mais caro do que o preço estipulado pela Antártica, a patrocinadora do carnaval de rua do Rio de Janeiro:
2. Se não houver banheiro suficiente, faça na rua. Se for pego, junte seus amigos e neguem. Eles não vão poder te fichar caso todos digam que você não estava fazendo nada.
Leia mais >>
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Super Sanduicheria - Super Mac Lanches
Outro dia conheci um garçom nordestino de um desses quiosques da Praia da Bica que chegou na Ilha do Governador há 5 anos e só tinha saído uma vez, para ir à praia na Barra da Tijuca. Ele é jovem, não tem muito mais do que vinte e poucos anos, e não conhece nada além da Ponte Velha.
Esse comportamento é muito comum em muitos insulanos, já que o bairro é provido de hospitais, supermercados, um pseudo shopping e demais estabelecimentos capazes de suprir toda uma vida sem que seus moradores precisem saber o que existe do outro lado da Linha Vermelha. Isso é muito triste.
Uma das conseqüências disso é que os moradores da Ilha acabam se acostumando com serviços ruins e mal atendimento em muitos estabelecimentos comerciais. Tive mais um exemplo disso na Super Sanduicheria, antigo Super Mac Lanches, na Praça do Grego.
Depois de esperar por um bom tempo meu pedido, a atendente veio me perguntar novamente o que queríamos comer, já que o papel onde havia sido feita a anotação tinha sido jogado fora por engano. Não foi um erro pontual, minha digníssima e eu ficamos com a impressão que era despreparo da equipe mesmo.
Não volto lá tão cedo. A direção deveria repensar o staff ou oferecer um treinamento decente.
Leia mais >>
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Cordão Filhos da Tia cancelado
Quem votou no Eduardo Paes para prefeito? Impressionante como as pessoas não sabem votar. Esse Dudu Playboy cada dia que passa mostra sua cara.
O Cordão Filhos da Tia teve que ser cancelado. Para desfilar precisa pagar, assim como todos os outros blocos do Rio de Janeiro, uma taxa para os agentes de trânsito e o ECAD. O total dá quase dois mil reais.
Sem falar nas outras arbitrariedades cometidas por essa gestão: proibição da venda de queijo coalho nas praias, prender quem urina nas ruas sem colocar banheiros suficientes, choque de ordem quando na verdade queremos choque de cultura e emprego.
Mais de 100 mil pessoas no Cordão do Bola Preta ontem. Quanto banheiros químicos tinha? Sem falar que o bloco anda, o banheiros não.
Se você votou no Eduardo Paes, parabéns! Você é um merda!
Atualização: Ontem teve ensaio de rua da União da Ilha. Sabe quantos banheiros químicos foram disponibilizados? Exatamente, nenhum.
Leia mais >>
Atualização: Ontem teve ensaio de rua da União da Ilha. Sabe quantos banheiros químicos foram disponibilizados? Exatamente, nenhum.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Foi para as cucuias
Muita gente já ouviu essa expressão: "foi para as cucuias", que significa morrer ou se dar mal. O que pouca gente sabe é que sua origem é nosso bucólico bairro da Ilha do Governador, segundo a revista Almanaque Brasil, distribuída aos passageiros da TAM.
A expressão inicialmente era "foi para o Cacuia", em referência ao cemitério do Cacuia.
Leia mais >>
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Minha incursão em Bangu e Realengo
Toda forma de preconceito é babaca. Dia desses fui a Bangu a trabalho e conheci esse bairro nacionalmente conhecido pelos seus presídios e rebeliões. Sempre achei que Bangu fosse a filial do inferno. E é, mas com algumas regalias.
A foto abaixo mostra o calçadão do bairro. Morros cobertos com vegetação ao fundo e uma simpática igreja. Uma cobertura para proteger os pedestres do sol se estende por toda a rua.
O Bangu Shopping também é bem bacana. Assim como o Nova América, era uma antiga fábrica de tecidos transformada em shopping. Possui largos corredores e pro calor que faz por aquelas bandas o ar condicionado funciona muito bem.
Pra finalizar fui na Mallet, o que me pareceu ser um sub-bairro de Realengo. Foi lá que comi uma ótima sopa de siri num boteco, com dois siris inteiros dentro. O bar é muito conhecido na região por suas sopas, caldos e feijoada, tudo preparado com muito esmero pela senhora Bahia.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Rio Botequim 2010
Já tinha comentado aqui sobre os bares insulanos presentes no Rio Botequim 2010. Agora que terminei de ler todo o livro, segue resenha completa.
O Guia está com um acabamento de primeira. Capa dura, papel couchê, todas as páginas coloridas, possui uma versão bilíngue, bem moderninho, uma mistura de revista de arte com site da internet. As fotos, que antes mostravam a faixada do estabelecimento, o garçom mais famoso da casa ou o dono segurando uma tulipa de chope, agora são mais "conceituais", exibindo apenas pequenos detalhes da arquitetura do prédio, uma parte do prato principal, o ambiente meio desfocado, imagens sobrepostas e filtradas, coisa bem contemporânea. Ícones ajudam a identificar a categoria do estabelecimento, que podem ser: adega, armazém e mercearia, restaurante popular, restaurante informal, tradicional, bar, pé-sujo e pé-limpo.
No lugar dos já tradicionais 50 botecos cariocas, agora resenha mais de 200, incluindo municípios da Baixada e interior. Como não ganhou muitas páginas adicionais e aumentou a quantidade de firulas, o texto descritivo foi drasticamente reduzido. Se, em edições anteriores, cada estabelecimento ganhava uma página inteira de texto, nesta mais recente alguns ganharam apenas três linhas. Eu, que também resenho botequins, tinha no texto do Guilherme Studart uma inspiração para tentar escrever cada vez melhor. Uma pena, perdi uma importante referência.
A edição 2010 está mais atemporal, sem os preços dos pratos, que mudam constantemente deixando o guia desatualizado em pouco tempo. Também está mais formal, dando ênfase aos pratos e falando pouco do dono do estabelecimento, da cozinheira, histórias do lugar.
Essas mudanças me deixaram entediado quando cheguei no meio do livro. Ficou com cara de guia mesmo, quase uma Página Amarela, e, tirando o Rain Man, ninguém pega uma Página Amarela e senta para ler do início ao fim. Ele é utilizado para consultas, e foi nessa direção que o Rio Botequim 2010 caminhou.
Claro que todas essas alterações foram feitas para justificar uma nova edição, que precisa trazer alguma novidade em relação à anterior. Mudar a fórmula do guia foi a opção escolhida pela produção, mas, na minha opinião, não foi a melhor solução. Minha sugestão seria utilizar botequins inéditos, que já não tenham sido resenhados nos anos anteriores. Material para isso é o que não falta.
Assim como bares tradicionais estão dando lugares a bares moderninhos, com arquitetos famosos contratados para reproduzir o ambiente dos antigos botecos, o Rio Botequim 2010 também se modernizou, tal qual os estabelcimentos que tão bem retrata. Sinal dos novos tempos.
Deixo aqui um recado para o Guilherme: você precisa experimentar o pastel de carne assada do Kareka's e a costela no bafo do Canto do Periquito, que é um trailler na beira da praia da Ribeira, bem ao lado do Pontapé Beach. Quando for lá, favor, me avisa.
Compre o Rio Botequim 2010 aqui.
Leia mais >>
Baile infantil de carnaval
Dia 7 de fevereiro
Das 16 às 20 horas
Banda ao vivo, concurso de fantasias, recreação entre outras atividades
Ingresso promocional com preço único: R$3,00
Rua Eng. Rozauro Zambrano, 302 - Praia da Bica
Jd. Guanabara (atrás do Restaurante La Playa)
Leia mais >>
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Jornalismo comédia
Duas pérolas do Bom Dia Brasil de hoje:
- As cenas que você verá agora poderiam ter saído de um filme (pausa dramática), de terror! Pai e filho são atacados por touro enfurecido.
As cenas são de uma tourada. Fico pensando como alguém pode tomar partido do touro, que com certeza não fica muito feliz naquela situação. Antes da tourada começar, o bicho é furado com várias lanças para que sangre e fique mais fraco, tornando o trabalho do toureiro mais fácil. Duvido que o Renato Machado também não ficasse enfurecido depois que um babaca tivesse furado a bunda dele com uma lança.
Sempre torço para que o touro fure a jugular do toureiro com o chifre e esguiche sangue para todo lado.
A outra pérola foi numa matéria sobre as pessoas que urinam nas ruas. Neste carnaval a polícia e a guarda municipal irão levar para a delegacia quem fizer isso. Os jornalistas atacavam durante toda a reportagem pessoas que se aliviavam nas rua, só faltou xingar a mãe deles.
Realmente o carioca é muito mal educado, mas a matéria não citou outros aspectos importantes para o bom jornalismo:
- Será que o número de banheiros químicos disponibilizados é suficiente? Serão 4.000 banheiros para um público estimado pela própria prefeitura de 2,5 milhões de pessoas, ou seja, um banheiro para cada 625 pessoas. Além disso, os blocos se movimentam, ao contrário dos mictórios.
Na parada gay de 2008, que reúne dezenas de milhares de pessoas, não tinha uma única cabine disponível.
- Os comerciantes só deixam entrar no banheiro seus clientes. Não seria interessante fazer uma campanha para eles também deixem os foliões utilizarem esses recintos tão necessários para o bem da coletividade? Afinal de contas, uma rua fedorenta é ruim para todo mundo.
Já fiz uma postagem sobre os banheiros públicos instalados na ruas do Rio, mas a cabine que ilustra o texto já está quebrado.
Leia mais >>
Chope de rua
A repressão aos camelôs aumentou muito no governo do Eduardo Paes. A rua Uruguaiana fica com guardas municipais em toda sua extensão, pronta para bater em qualquer trabalhador que apareça tentando ganhar a vida. Diante disso, conseguir uma cerveja baratinha se tornou uma tarefa hercúlea. Era necessário entrar nos corredores do camelódramo, conhecer as fontes certas, tal qual um viciado em drogas adentrando o submundo atrás de mais uma dose.
Tentando sanar a sede impiedosa dos transeuntes, diversas carrocinhas de chope da Brahma foram autorizadas a circular por aquela região. Nunca bebi por dois motivos:
1- Chope de carrocinha na rua é uma coisa que você não precisa beber para saber que não presta. Servido em copos de plástico, uma chopeira sobre rodas e pessoas completamente despreparadas tirando o precioso líquido. Tirar um bom chope é uma arte, não é só sair abrindo a torneira.
2- Acho uma puta sacanagem coibir com violência o trabalho dos camelôs. Por isso acredito na desobediência civil para que coisas como essa não aconteçam mais.
Mas agora os ambulantes com seus isopores voltaram, com coletes e crachás de identificação. É só até o final de fevereiro, durante o carnaval, mas espero (e eles mais ainda), que essas licenças sejam dadas em definitivo.
A cerveja é Antártica e estão com um preço honesto: uma latinha por dois reais e três por cinco.
Leia mais >>
Assinar:
Postagens (Atom)























