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terça-feira, 9 de março de 2010
A Paulistinha
Não costumo beber chope por dois principais motivos:
1- Sentar em bar para beber até ficar completamente bêbado saciado é uma coisa que faço com certa freqüência, no mínimo duas vezes por semana. Diante disso, pagar uma média de 4 a 5 reais por um chope não cabe no meu enxuto orçamento.
2- Está muito difícil achar um chope decente no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador ainda mais. A Praia da Bica é uma tristeza, o único decente é o do Doc Sax. No Mexe México peça cerveja.
Dois dos motivos pela queda na qualidade desta bebida são a popularização das chopeiras elétricas e falta de critério dos bebensais.
Era muito comum as chopeiras de bronze torneadas feita pela Brahma, mas hoje só são encontradas em, no máximo, 5 bares na cidade, como o Bar Brasil e o Bar Luiz, ambos no centro. Fica aqui uma sugestão para o marketing da Brahma, produzir mais algumas unidades para bares escolhidos em concurso popular ou de alguma outra forma.
O bar A Paulistinha, perto do Campo de Santana, ainda possui uma dessas relíquias. Dá uma olhada na foto abaixo:
Chopeira de bronze vertical da Brahma com serpentina de 100 metros
Uma maravilha, dá pra ficar ali o dia inteiro só olhando esse chope cremoso saindo. Mas só a chopeira não faz milagre, é necessária habilidade do tirador, dosando a quantidade de gás certa para o líquido e o colarinho (um dia explico melhor sobre a arte do chope). Acima, o Quintino fazendo um excelente trabalho.
A Paulistinha é um botequim extremamente simples, um desconhecido que passe pela porta certamente não terá noção que ali fica guardada essa preciosidade.
Os petiscos também são ótimos, destaque para o bolinho de bacalhau e as cebolinhas e salsichinhas em conserva.
O bar foi fundado em 1938 em um antigo sobrado e seu nome é uma homenagem à esposa do primeiro dono.
Serviço
A Paulistinha
Avenida Gomes Freire, 27 (próximo à Praça Tiradentes e ao Campo de Santana)
Bolinho de bacalhau: R$3,00
Cebolinha e salsichinha em conserva: R$0,50 a unidade
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domingo, 7 de março de 2010
Paixão de Cristo - 2º ensaio
Hoje foi o segundo ensaio da Paixão de Cristo organizada há muitos anos pelo GATIG, que será encenada na fachada da igreja São José do Operário. Alguns personagens foram definidos e passamos metade do espetáculo. Inicialmente serei o Chefe Fariseu e Barrabás.
Estamos precisando de mais gente para participar. Quem quiser atuar ou mesmo figurar na Paixão será muito bem recebido. É só me mandar um e-mail: izidoro@ilhados.com.
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Estamos precisando de mais gente para participar. Quem quiser atuar ou mesmo figurar na Paixão será muito bem recebido. É só me mandar um e-mail: izidoro@ilhados.com.
sábado, 6 de março de 2010
Bar do Bigode
Engraçado como demoro para resenhar bares que freqüento com mais assiduidade. Talvez por sempre estar lá, acabo adiando o texto, já que oportunidades não faltarão para fazê-lo.
Não vou ao Bar do Bigode há alguns meses, mas esse deveria ser o primeiro buteco a ser citado no Ilhados, já que batia cartão por lá assim que resolvi criar esse blog.
Ele fica em frente ao Corpo de Bombeiros, onde antigamente funcionava a mercearia Cosme e Damião. Quando era moleque sempre passava por dentro da mercearia, porque ganhava uma bala da portuguesa dona do estabelecimento, que ficava no caixa. O lugar fechou e foi divido em duas ou três lojas. Hoje abriga um salão e o Bar do Bigode, que não tem esse nome, foi um apelido carinhoso que coloquei por conta dos pelos que adornam o rosto do proprietário, Seu Aluízio.
Ele possui duas filhas que o ajudam, servindo cerveja gelada e expulsando os bêbados inconvenientes. Impressionante a moral que elas possuem, encaram qualquer um e não fazem cerimônia em dar uma bronca naqueles que insistem em bagunçar a tranqüilidade dos "bebessais". A Rélem (não sei se é assim que se escreve, mas é assim que se pronuncia), é muito bonita, possui longos cabelos loiros cacheados, e dizem até que já apartou briga de faca.
Aquelas mesas já presenciaram diversos momentos da minha vida: desde alegres horas em companhia da minha digníssima até fossas e depressões. Finais de noite depois da faculdade e finais de tardes de sábado.
Durante um bom tempo um junkebox animou os que lá ficavam. Era uma dessas moderninhas, com um monitor que exibia o clipe da música escolhida ou fotos de belas paisagens. A música favorita dos bebuns do bar era We Are The World, de Michael Jackson. Não é mentira, tocava, no mínimo, umas três vezes por noite. Um dia contei cinco reproduções. O engraçado era que o clipe passava no monitor e os bêbados se abraçavam e levantavam a mão, cantando emocionados. Todas as brigas e indiferenças eram esquecidas durante os cinco minutos da canção. Foi tão marcante no meu relacionamento que acabou virando uma das músicas do meu namoro.
Além da junkebox, uma das coisas que deixou saudade foi o feijão preparado pela esposa do Seu Bigode. Uma bandeja com diversas carnes do feijão ficava exposta no balcão, aguando a boca da gente. Gostosa também era a lingüiça acebolada. A freqüência dos comes diminuiu porque os fregueses preferem o churrasquinho vendido ao lado do ponto de táxi, servido num pratinho com farofa e vinagrete. É bem gostoso, é verdade, mas um bom feijão de buteco é incomparável. Talvez ainda esteja sendo servido nos finais de semana, tenho que passar lá para conferir.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Kareka's Lanches
Dei uma atualizada no release do Kareka's:
*************
É um bar/lanchonete no Jardim Guanabara construído na garagem da residência do proprietário, utilizando, inclusive, parte do quintal. A grande simpatia do Kareka e sua esposa Jussara, que nos momentos de menor movimento sentam-se nas mesas para trocar um dedo de prosa com os habitués, faz com que não nos sintamos clientes, mas companheiros reunidos para uma cerveja na casa de um amigo. Some-se a isso o fato da cerveja ser servida pelos próprios bebensais, já que o caminho do freezer é prontamente ensinado aos neófitos. Simples assim, sem frescura.
Nesse calor de rachar que tem feito, os apreciadores de uma boa loira sabem a dificuldade que é encontrar um bar com cerveja gelada. Esse problema você nunca vai encontrar no Kareka's, a ampola vem sempre mofada. Ninguém descobriu o segredo dessa magia, mas suponho que o freezer sempre ligado e muito bem abastecido contribuam para esse maravilho resultado. Penso até em criar um workshop sobre cerveja gelada com o Kareka palestrando e ganhar a vida com isso.
Banheiros e cozinha sempre limpíssimas, tudo cuidado com muito esmero pelo casal que toca a casa. Os petiscos são de primeira, com destaques para o caldo de feijão e os pastéis, grandes, crocantes e com muito recheio. Os meus preferidos são os de carne seca, bacalhau, camarão, siri, pizza e o mais famoso, carne assada, temperado com plantinhas cultivadas pelo próprio Kareca em vasos no quintal. Custam a bagatela de R$2,00. Peça também o filé aperitivo com farofa e torrada.
A cozinha parece ter sido construída no que era a churrasqueira do quintal, um nível acima da rua e do salão/garagem, e você pode ver a preocupação com a higiene além da preparação de todos os alimentos. O único problema é que o cheiro de fritura acaba ficando nas roupas e cabelos.
Outra grande vantagem do lugar é o preço. Sempre que vou ao Kareka’s, bebemos e comemos muito e a conta no final é muito barata.
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É um bar/lanchonete no Jardim Guanabara construído na garagem da residência do proprietário, utilizando, inclusive, parte do quintal. A grande simpatia do Kareka e sua esposa Jussara, que nos momentos de menor movimento sentam-se nas mesas para trocar um dedo de prosa com os habitués, faz com que não nos sintamos clientes, mas companheiros reunidos para uma cerveja na casa de um amigo. Some-se a isso o fato da cerveja ser servida pelos próprios bebensais, já que o caminho do freezer é prontamente ensinado aos neófitos. Simples assim, sem frescura.
Nesse calor de rachar que tem feito, os apreciadores de uma boa loira sabem a dificuldade que é encontrar um bar com cerveja gelada. Esse problema você nunca vai encontrar no Kareka's, a ampola vem sempre mofada. Ninguém descobriu o segredo dessa magia, mas suponho que o freezer sempre ligado e muito bem abastecido contribuam para esse maravilho resultado. Penso até em criar um workshop sobre cerveja gelada com o Kareka palestrando e ganhar a vida com isso.
Banheiros e cozinha sempre limpíssimas, tudo cuidado com muito esmero pelo casal que toca a casa. Os petiscos são de primeira, com destaques para o caldo de feijão e os pastéis, grandes, crocantes e com muito recheio. Os meus preferidos são os de carne seca, bacalhau, camarão, siri, pizza e o mais famoso, carne assada, temperado com plantinhas cultivadas pelo próprio Kareca em vasos no quintal. Custam a bagatela de R$2,00. Peça também o filé aperitivo com farofa e torrada.
A cozinha parece ter sido construída no que era a churrasqueira do quintal, um nível acima da rua e do salão/garagem, e você pode ver a preocupação com a higiene além da preparação de todos os alimentos. O único problema é que o cheiro de fritura acaba ficando nas roupas e cabelos.
Outra grande vantagem do lugar é o preço. Sempre que vou ao Kareka’s, bebemos e comemos muito e a conta no final é muito barata.
É muito fácil me encontrar por lá. Não foram poucas as vezes que fui sozinho e acabei encontrando vários conhecidos, não precisa marcar nada, é só aparecer. Vou quase toda semana.
A única coisa que me desagrada um pouco são as duas televisões no salão, mas como o lugar também é muito frequentado por famílias que moram na região que vão lá fazer um lanche, elas se fazem necessárias.
Funciona todo dia a partir das 17 horas (aproximadamente). Já está aceitando cartão de crédito e débito, Visa e Mastercard.
Kareka’s Lanche
Tel.: 3367-3301
Caldos, pastéis, sanduíches, pizzas e petiscos diversos.
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Leia também: Kareka's n'O Globo Ilha Leia mais >>
quarta-feira, 3 de março de 2010
Aviso de bar
O Bar Só Pra Nós adverte:
O orifício anular corrugado localizado na parte infero lombar da região glútea de um indivíduo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes aos inalienáveis direitos individuais de propriedade.
Assinado: Departamento Jurídico
Recebi por e-mail.
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terça-feira, 2 de março de 2010
Casa do Índio
Confesso que nunca visitei a Casa do Índio da Ilha do Governador, mas mesmo assim me sinto na obrigação de passar adiante a informação.
A sertanista Eunice Cariry, que fundou a instituição há 41 anos, foi exonerada pela FUNAI. No dia 20 de março, sábado, às 10 da manhã, todos que são contrários a esse abuso se unirão para um abraço à Casa. Não conheço a dona Eunice, mas a mobilização em torno dela está envolvendo muita gente que faz a Ilha do Governador.
Leiam esse texto no blog do Gógol e repasse a informação.
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Programação Casa de Cultura Elbe de Holanda
Segue programação de março da CCEH:
Espetáculo infantil "O Homem X e a Maravilinha"
de Francisco Lima
Sábados e domingos, 17h
de 6 a 28 de março (não haverá apresentação dia 21)
R$15,00 (inteira)
Rodolfo e Carol brincam tranqüilos quando a Turma do Mal (Irmão Muito Mau e Irmão Mau) aparece e os perseguem sem parar para tomar os seus brinquedos. O urso de Carol é levado pela Turma do Mal. De repente então, surge o Homem X e a Maravilhinha para salvar as criancinhas indefesas. Mas o Homem X não quer uma parceira. O Homem X não sabe se aceita a parceira ou se socorre as crianças. Todos pedem por socorro. A turma do Mal vai voltar. E agora, será que nessa estória não há um super-herói que possa derrotar a Turma do Mal? Parece que algo esta pra acontecer. Algo vai começar. A Turma do Mal sai toda apressada correndo para casa após verificar o adiantado da hora. Mas o que será?
Show “Seu violão e minha voz”
com Marcel Powell e Marcos Valente
5 e 19 de março (sextas), 20h
R$ 16,00 (inteira) e R$10,00 (antecipado)
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Drauzio Varella fala sobre ateísmo e excomunhão da igreja
A primeira vez que vi Drauzio Varela foi numa entrevista no Jô Soares sobre seu livro Estação Carandiru. Claro que comprei o livro no dia seguinte e virei fã. Outra publicação fantástica dele é o Por Um Fio, que me fez chorar do início ao fim (sou chorão sim, e daí?).
No trecho da entrevista abaixo, para o Sempre um Papo, ele fala sobre ateísmo e excomunhão, e a opinião dele reflete exatamente o que penso. Não deixe de assistir.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Diário de uma paixão
Acabei de voltar do primeiro ensaio da tradicional encenação da Paixão de Cristo realizada pelo Grupo de Artes e Teatro da Ilha do Governador (GATIG), sob direção do Bruno Inúbia.
Fizemos uma leitura do texto e discutimos sobre a personalidade de Jesus e o momento político em que viveu.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Cabaret Kalesa
Ao contrário do que o nome possa sugerir, o Cabaret Kalesa não é uma casa de tolerância como aquela que um dia resenhei. Pelo contrário, é uma boate "super moderninha", com uma "décor transada", muito freqüentada por pessoas ligadas à moda e publicitários, famosa na década de 90 e que reabriu em 2005. Está localizada no segundo andar de um antigo sobrado na Praça Mauá. Outro dia mesmo estavam gravando alguma coisa lá dentro, na porta havia vários caminhões com equipamentos e figurinos.
Mas não é da Louge que quero falar. Logo embaixo tem um buteco tradicional que serve uma comida honesta na hora do almoço. Típico pé-sujo: próximo à entrada uma estufa com salgados, azulejos encardidos, pé direito alto, um enorme balcão de mármore com mais de 10 metros de comprimento, 23 pequenos bancos de madeira fixos ao chão e um salão com mesas de plástico. Do outro lado do balcão, um grande espelho com suportes para garrafas devidamente preenchidos com diversos rótulos. É freqüentado basicamente por habitués, operários, trabalhadores de escritórios próximos e prostitutas, super família.
Mas não é da Louge que quero falar. Logo embaixo tem um buteco tradicional que serve uma comida honesta na hora do almoço. Típico pé-sujo: próximo à entrada uma estufa com salgados, azulejos encardidos, pé direito alto, um enorme balcão de mármore com mais de 10 metros de comprimento, 23 pequenos bancos de madeira fixos ao chão e um salão com mesas de plástico. Do outro lado do balcão, um grande espelho com suportes para garrafas devidamente preenchidos com diversos rótulos. É freqüentado basicamente por habitués, operários, trabalhadores de escritórios próximos e prostitutas, super família.
O cardápio é variado, passando pela feijoada, frango, peixe entre outros. Alguns dos meus pratos preferidos terminam com "ada", e por isso fiquei tentado em comer a rabada com agrião, mas diante do calor que estava fazendo encarei um comercial de churrasquinho com fritas por dez pratas.
De churrasquinho não tinha nada, era um bife feito na chapa com óleo, arroz, feijão e fritas. A carne estava coberta com alho frito, que deve ser uma das coisas mais difíceis de se preparar numa cozinha, já que é raro achar um lugar que não os sirva amargo. Os que comi no Kalesa tinham um leve amargor, a batata frita estava correta, arroz normal e ótimo feijão.
A porção era muito bem servida e quase consegui comer tudo, mas fiquei algumas horas fazendo uma pesada digestão. Por isso que ainda vou muito a restaurantes self service, se almoçasse todos os dias em butecos teria o dobro do peso e perderia a namorada. Durante o tempo que fiquei lá, várias pessoas pediram para fazer quentinhas com o que sobrava.
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Cabaret Kalesa
Rua Sacadura Cabral, 61 - Centro
Próximo a Praça Mauá. Leia mais >>
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