terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Maurício de Nassau, George Foreman e outros


Maurício de Nassau
O conde alemão Maurício de Nassau aportou em Recife no dia 23 de janeiro de 1637, enviado pela Companhia das Índias Ocidentais para administrar a cidade, já que a Holanda tinha interesse em colonizar o Brasil e já tinha se estabelecido em outras cidades. Chegou com uma comitiva de 12 navios e mil e setecentos homens, entre eles artistas, escultores, cartógrafos, astrônomos, diversos outros tipos de cientistas, soldados e trabalhadores especializados nos mais diversos ofícios.

Quando chegou, expulsou os portugueses e foi recebido com alegria pela população, já que a colônia estava assolada por conta da corrupção. Maurício foi responsável por grandes benfeitorias à cidade, como construção de pontes, biblioteca, casas, zoológico, palácios, escolas, teatros, hospitais, fontes, jardim botânico, fundou a imprensa pernambucana entre outras coisas. Era um administrador gentil e tolerante, recuperou engenhos que produziam açúcar, implantando novos métodos de cultivo da cana e emprestando dinheiro para seus proprietários.

Estou contando toda essa história porque parte da minha família chegou nesta comitiva, trabalhadores holandeses que viram no Brasil uma oportunidade. Meu tatatatatavô era padeiro e fazia parte do grupo de 18 empregados pessoais de Maurício. A maior parte da minha família ainda mora no nordeste.

Meus pais, e os pais dos meus pais, são nordestinos. Por isso, tenho influência dessa cultura desde que nasci, inclusive na alimentação. A comida que minha mãe é muito pesada e com temperos fortes. Arroz e feijão tem todo dia e quando ela está inspirada faz cozidos, pirão, rabada. Claro que morando no Rio há tanto tempo ela também prepara outros pratos, mas a influência do nordeste ainda é muito forte.



A Batalha de Estalingrado
Já minha digníssima teve grande influência germânica, já que seu pai e toda sua ascendência paterna é alemã. Seu avô operava rádio nos aviões nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e participou da Batalha de Estalingrado, a maior batalha da história da humanidade, com mais de um milhão e meio de mortos, entre civis e militares. Essa batalha durou de julho de 1942 a fevereiro de 1943 e dizimou quase todo o 6º Exército Alemão e demais tropas do Eixo.

Por conta dessa influência e da tendência saudável de seu progenitor, ela está acostumada a outro tipo de cozinha, mais leve e com muitos vegetais. Se na minha casa todo dia tem arroz e feijão, ela está mais acostumada a uma variação do cardápio.

Nossas diferenças alimentares não são grandes, mas existem suas características e aprendi muito com minha digníssima, conheci muitos pratos e temperos que provavelmente não teria oportunidade de conhecer de outra forma. Assim, meus hábitos alimentares mudaram e meu repertório alimentar aumentou e deu uma refinada.

Walita Juicer
Nessa de vida mais saudável, minha cunhada ganhou um Walita Juicer, aquele que aparece na televisão em que um cidadão coloca um abacaxi inteiro na máquina, com casca, transformando tudo em suco. O comercial da TV é tão tosco, mas tão tosco, que joga a credibilidade do produto na lama. Mas o impressionante é que o negócio é muito bom. Minha digníssima e eu fomos à feira e compramos várias frutas e legumes para experimentar e funcionou muito bem. Colocamos o abacaxi com casca e virou um suco muito gostoso. Melancia, maça e até pepino e gengibre viram sucos ótimos. Só não rende tanto quanto o mostrado no comercial e dá um puta trabalho limpar. E o bico corta gotas não funciona.
Pode-se colocar os vegetais com as sementes. O juicer possui um sistema que as separa da poupa, evitando, assim, o gosto amargo que algumas sementes possuem.
O suco de cenoura, beterraba e gengibre é uma das coisas mais gostosas que já bebi. Dá uma leve queimada na garganta, por causa do gengibre, e tem um ótimo cheiro.
As frutas com muita água (melancia e melão) rendem pouco suco, muita coisa é desperdiçada. Por isso o livro de receitas ensina algumas maneiras de transformar os dejetos em cremes hidratantes faciais.
As raízes (beterraba, cenoura e gengibre) são as mais bem aproveitadas. Quase tudo vira suco, só sobram alguns restos moídos e secos.
Já as frutas vitaminadas não viram suco. Elas viram uma papa que para serem bebidas é necessário o acréscimo de água. Pode-se colocar leite, transformando em vitamina. Também fica ótimo.
E não é só isso! O Walita Juicer ainda funciona como peso para papel e é um excelente apoio para porta.

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George Foreman Grill
Em 1974 aconteceu no Zaire a maior luta da história do boxe: Mohamad Ali x George Foreman, disputando o título mundial. O ditador Mobutu Sese Seko ofereceu dez milhões de dólares para que a luta fosse realizada no Zaire (atual República Democrática do Congo), claramente tentando fazer propaganda do seu governo.

Ali ficou vários rounds só se defendendo e esquivando das porradas de Foreman, protegendo a cabeça e pescoço, cansando seu oponente. Também sussurrava algumas provocações, de modo a desconcentrá-lo. Foreman aos poucos foi ficando cansado e numa seqüência de cinco golpes, o último de direita, foi nocauteado e levado à lona, enlouquecendo a privilegiada platéia e entrando para a história. Parece até roteiro do Rock Balboa.

Um forte esquema de segurança foi montado para garantir que nada acontecesse de errado. Jornalistas do mundo inteiro cobriram a luta que ficou conhecida como “a luta do século”. Por volta das quatro horas da manhã, alguns dias antes da luta, no oitavo andar do Hotel Intercontinental, George Foreman fazia seu treinamento físico nos corredores e o esquema de segurança era mais fraco. O jornalista Ralph Steadman conseguiu furar o bloqueio e fazer uma única pergunta ao lutador:

− O que você vai fazer depois que tudo isso tiver terminado e você for o campeão? Ninguém fica lutando a vida toda.

− Pôxa, você é o primeiro cara a me perguntar isso. Vou entrar no ramo da massa – respondeu Foreman.

− No ramo da massa? Mas você já não está nesse ramo? Cinco milhões de dólares para cada um, na mão, perdendo ou ganhando, só para essa luta. Isso é que é massa!

− Você não entendeu, cara, eu vou para o ramo da massa de pão. Vou fabricar pão feito a minha mãe fazia. É uma coisa que sei fazer. Posso bater muito bem a porra da massa. Vou ser padeiro.

Anos depois George Foreman aparece na televisão preparando pão em seu mundialmente conhecido grill.

Essa introdução é para falar sobre outro excelente produto que também tem sua credibilidade atingida por causa do comercial tosco, o George Foreman Grill. É ótimo para o preparo de carnes, boa parte da gordura escoa para um recipiente, deixando mais saudável e sem perder o sabor.

Hambúrguer, bife, filé de frango, empanados, tudo fica bom. Algumas coisas ficam secas demais, como filé de frango congelado, mas a maioria dos bichos mortos que você coloca lá fica boa. Também funciona como sanduicheira.

Não sei qual foi o objetivo dessa postagem, muito menos seu assunto.

Abraços, Izidoro.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maur%C3%ADcio_de_Nassau
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=309&textCode=2694&date=currentDate
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Estalinegrado
http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI316641-EI1879,00.html
http://www.revistapiaui.com.br/edicao_20/artigo_603/Delirio_da_era_Gonzo.aspx


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