terça-feira, 5 de maio de 2009

Cigarros

Recentemente o governo alterou o IPI dos cigarros, acarretando num aumento de 30% no preço final. Meu cigarro, o Free, passou de R$3,30 para R$4,25, quase um real mais caro. O governo alega que esse aumento tem como objetivo diminuir o número de fumantes.

Não questiono ações governamentais que objetivam diminuir o fumo na Brasil, o que eu não aceito são alegações mentirosas como essa. O objetivo foi aumentar a arrecadação, já que cigarro é um produto com demanda inelástica.

Uma breve aula de economia: um produto possui demanda inelástica quando a quantidade vendida não altera de acordo com a variação no preço, ou seja, se ficar mais barato ou mais caro, continuará vendendo a mesma quantidade. O aumento no preço do sal, por exemplo, não acarretará diminuição do consumo, já que não existem produtos substitutos.

Assim é o cigarro. Se de uma hora para outra o maço começar a custar cinquenta centavos, a quantidade de maços vendidos continuará a mesma, as pessoas não fumarão mais porque está mais barato. Com ele custando R$4,25 eu compro um por dia, assim como continuaria comprando um por dia se custasse cinquenta centavos. O mesmo vale para o aumento do preço, que não diminuirá a venda. O máximo que vai acontecer serão pessoas comprando cigarros mais baratos, já que os substitutos (chiquetes de nicotina entre outros produtos) são mais caros.

Se um podre fudido compra um maço de cigarro e dois pães por dia, agora ele comprará o mesmo maço e apenas um pão.

Não sou contra campanhas que tentam diminuir a quantidade de fumantes (mentira, sou sim), mas não concordo com o uso de argumentos falsos e que enganam a população.

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