sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ainda sobre o dia dos namorados

Uma das vantagens de ser ter uma namorada é poder sempre contar com uma pessoa com bom gosto na hora de comprar um presente para alguém. O problema surge quando esse alguém é ela mesma.

Como bom macho que sou, detesto fazer compras, mas dia dos namorados não tem como fugir. Uma boa dica é chamar uma amiga dela para te acompanhar, mas quando se está em cima da hora o negócio é arregaçar as mangas e ir à luta. Neste caso as bainhas, já que começou a chover.

Do mesmo jeito que Jô Soares não lembra quando foi a última vez que viu seu próprio pênis, não consigo me lembrar quando foi a última vez que vesti uma meia ou cueca sem furos, achei que seria uma ótima oportunidade e comprar tudo de uma vez.

O primeiro passo para comprar um presente para a namorada é pensar numa loja que ela goste. Às vezes ir com minha digníssima ao shopping é uma comédia: ela sacaneia e morre de rir com todas as roupas que estão sendo vendidas. Ela também sacaneia e morre de rir com as roupas que NÃO estão sendo vendidas, ou seja, aquelas que as pessoas estão vestindo.

Às vezes é um drama: ela fica chateada porque rodou tudo e não encontrou nada que a agradasse.

O shopping não é uma opção.

Lembrei que uma vez fomos à feirinha da Colina e ela viu algum vestido, de alguma cor, em alguma barraca, que gostou. Sei que a descrição é muito vaga, mas comprar um presente é uma atividade que requer esperança, e munido deste sentimento comecei a rodar por entre os corredores esperando ser guiado por uma luz divina que iluminasse o presente ideal. Cinco minutos depois de chegar eu estava com os pés encharcados (meu tênis também tem furos), fumando um cigarro embaixo da marquise, imaginando o que ela acharia se encontrasse dentro da caixa um envelope com dinheiro ou um vale presente da Renner.

Enfim, consegui comprar um presente e ela ainda tem quinze dias para poder trocar por qualquer outro produto da loja.

As meias e cuecas ficaram para outra ocasião.

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