segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A melhor comida do mundo

Estava refletindo outro dia sobre qual seria o melhor prato que já comi. Qual foi a comida (opa!) mais gostosa que já adentrou esta nobre boca, de lábios sensuais e ardentes, com uma língua lasciva capaz de enlouquecer a mais pudica das freiras.

Cheguei à algumas conclusões:

O estado de espírito em que nos encontramos quando fazemos qualquer coisa influencia nossa percepção. Quando estamos felizes, naturalmente tendemos a achar tudo mais bonito e gostoso, assim como quando estamos tristes, tudo fica mais cinza e sem graça. Por mais evoluído que seja nosso aparato técnico para fazer uma análise que exclua qualquer critério subjetivo, sempre seremos influenciados pelas emoções.

Diante disso, listo abaixo as duas melhores refeições que costumo fazer, que empataram no primeiro lugar, e a segunda colocada:

Almoço de domingo da minha mãe. Dispensa outros comentários, minha digníssima progenitora manda muito bem na cozinha e adoro os cozidos, panquecas, carnes assadas, feijão e tudo mais que ela faz, além das sobremesas. Sem falar na família reunida.

Dividindo o primeiro lugar estão os almoços que faço com minha digníssima nos finais de semana. Acordamos na hora que dá vontade, vamos à feira, comemos pastéis e bolinhos de camarão, compramos legumes e demais ingredientes para a refeição. Chegamos em casa e começamos o preparo sem pressa, sempre acompanhado de cerveja, vinho, cachaça ou caipirinha de maracujá.

Quando o prato é feijão, eu compro as carnes no dia anterior e as preparo. A salada fazemos em conjunto, sempre com folhas frescas e diversas.

Minha digníssima é uma palhaça, sempre damos muitas gargalhadas durante todo esse processo. É óbvio que o resultado é sempre maravilhoso, já que todo o preparo é muito divertido.

No segundo lugar entre os melhores pratos que já comi está uma feijoada de frutos do mar em Macaé. Trabalhei numa empresa que prestava serviços para a Telemar e fiquei quarenta dias nesta cidade. Os operários que também trabalhavam no projeto descobriram esse restaurante familiar, com mesas de ferro enferrujadas, tijolos aparentes nas paredes, talheres simples e afastado do Centro. Pertencia a uma família que pescava durante o dia e preparava os pratos à noite.

A feijoada, com feijão branco e ainda borbulhante, chegou à mesa numa panela de barro. O arroz era servido a vontade, sem restrição de quantidade. Era completa, com polvo, diversos tipos de peixe, grandes camarões, mexilhão e outras iguarias marinhas. Espetacular e muito, muito barato. Não lembro valores, isso foi em 2001, mas o preço era muito inferior ao cobrado pelos bares da orla da praia de Cavalheiros.

E você, leitor, qual foi sua melhor comida?

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