segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A história de um guarda-chuva

Meu guarda-chuva está em um estado deplorável, mas mesmo assim continuo com ele. E não pense que é antigo e que está há muito tempo comigo, algum tipo de apego sentimental. É um desses de cinco reais, vendidos aos milhares por ambulantes assim que os primeiros pingos começam a cair, comprado recentemente e praticamente inutilizável já na segunda chuva. Eles foram feitos para isso mesmo, para serem usados apenas uma vez e depois irem para o lixo. Muita gente não percebe a agressão sem tamanho ao planeta que estes itens descartáveis causam.

Não sei a origem do petróleo utilizado nas indústrias chinesas, mas sei que muitas guerras acontecem ao redor do mundo por causa deste recurso. Mentiras são contatadas para justificar a invasão de países, inocentes são assassinados, culturas inteiras destruídas. É simplesmente injustificável a criação de produtos feitos com plástico para serem utilizados uma única vez. Sem falar do alumínio das hastes e do transporte destes produtos, que percorrem milhares de quilômetros de navio.

Junte a isso a exploração dos trabalhadores e das comunidades onde estão instaladas estas fábricas. Vejam esta reportagem do Bom Dia Brasil. Este é o preço pago para um guarda-chuva feito na China custar cinco reais aqui no Brasil: uma nuvem de poluição enorme, que transforma o dia em noite e deixa as pessoas doentes no outro lado do mundo.

É um círculo vicioso, como podemos fugir disso? Eu preciso de um guarda-chuva, preciso me calçar, usar um celular entre outros coisas. Pensando nisso, atualmente sigo as recomendações de Annie Leonard, que através do projeto A História das Coisas revela como o consumo está destruindo o planeta. Ela escreveu um livro homônimo que, com o pé no chão e sem radicalismo, dá algumas orientações de como podemos contribuir para inverter esta lógica perversa. Basicamente precisamos diminuir nosso consumo e utilizar ao máximo tudo que já temos, além, é claro, de militar pela causa e pressionar governos e empresas a mudarem de postura.

No vídeo abaixo, Leonard fala sobre a água engarrafada. Parece uma bobagem, mas vejam o impacto que isso tem.


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