sábado, 26 de janeiro de 2008

Um breve comentário sobre a comida de rua no Rio de Janeiro

Gosto muito de comida de rua. Não posso ver uma barraquinha que fico com vontade de comer. Mas o que vejo por aí é que todas elas dão preferência ao preço, fazendo o que for possível para deixá-los baixos, inclusive, oferecendo produtos de baixa qualidade. São poucos os que cobram acima do praticado e oferecem um produto diferenciado. Um deles é o cachorro quente em frente ao antigo Ball Room, no Humaitá.

Isso acontece porque este tipo de gastronomia, no Brasil, possui um baixo status, só freqüentado por operários e pessoas de baixa renda que não possuem dinheiro para comer em outros lugares, o que não é mentira. Mas em Nova Iorque o posicionamento das bancas de rua é diferente. É comum ver executivos e pessoas de renda elevada comendo nas ruas, em barracas com um preço razoável mas que oferecem um prato diferente, bem preparado e limpo. Sem falar da variedade, já que a cidade possui gente de todo mundo, esta característica é levada para a gastronomia de rua.

Por algum motivo que algum historiador poderia pesquisar, Rio e Nova Iorque se desenvolveram diferentemente quanto sua percepção à comida de rua, o que me deixa muito triste. Pelo que já foi citado, a qualidade desta comida no Rio é muito baixa. Nada que eu comi por aqui é excepcional. Tenho muita vontade de viajar pelo mundo visitando subúrbios de países como Equador, Peru, Índia e Tailândia e experimentando os pratos servidos em suas calçadas. Mas nada exótico demais, como suco de rã e escorpião. Somente pratos que qualquer carioca ou brasileiro sem frescura comeria numa boa. Depois escrever um livro. Quem sabe um dia.

Estou escrevendo isto para inaugurar uma nova categoria no blog, já que tive algumas experiências agradáveis (não excepcionais) na Ilha. Aguardem.

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