domingo, 5 de outubro de 2008

Aborto e criminalidade

Durante a gestão de Rudolf Giuliani na prefeitura, Nova Iorque obteve grandes reduções na criminalidade. Foi nesse período que surgiu o termo "tolerância zero", em que o início do combate aos grandes crimes começou pelas pequenas infrações, como ultrapassar o sinal vermelho e jogar lixo no chão. Foi nesse período também que foi cunhado o termo "choque de ordem", que ouvi recentemente da boca de uma candidata.

Este processo virou caso de sucesso estudado em várias cidades do mundo, servindo como exemplo no combate ao crime.

Fatores sociais também ajudaram, como a melhora da situação econômica e o envelhecimento da população. Além disso, a "tolerância zero" adotou as seguintes medidas:

Número maior de policiais nas ruas;
Leis mais rígidas de controle de armas;
Aumento das prisões;
Remuneração pela devolução de armas pelos civis;
Aumento das penas de morte; entre outras.

Mas o economista Steven Levitt tem uma opinião contrária. Para ele, a redução dos crimes não aconteceu somente em Nova Iorque, mas em todos os Estados Unidos, motivadas por outro fator. Segundo ele, a legalização do aborto na década de 70 foi o principal fator desta redução. A maioria das mulheres que realizaram os abortos foram jovens mães solteiras, de baixa renda e moradoras de bairros pobres, ou seja, crianças nascidas neste ambiente possuiriam uma tendência muito maior a se tornarem criminosas. Essa tese, assim como outras, está no livro Freaknomics.

No final do ano passado, o governador Sérgio Cabral deu uma declaração semelhante, se referindo às favelas cariocas e a opinião pública caiu em cima dele. Poucos dias depois ele teve que se retratar publicamente.

Faz muito sentido para mim. Não existe dúvida que uma criança indesejável, criada num ambiente instável tem mais tendência a se tornar um criminoso.

Todo esse blá blá blá tem um motivo, um assunto principal que quero abordar mas ainda não achei o tom certo. O fato é que a quantidade de gente sem noção que existe no mundo é muito alta. Sou só eu ou você também acha o convite a seguir uma das coisas mais absurdas e traumáticas para uma criança:

Texto do convite: "Cheguei de surpresa, não fui programado, mas deixei toda a família de coração apaixonado".

Na boa, essa criança não precisa saber que ela não foi programada, que foi um "acidente". Aconteceu? Bola prá frente, dê a ela toda atenção e carinho que daria a um filho programado.

Às vezes acho esse mundo doido demais.

Quer saber mais sobre o livro Freaknomics? É só clicar no banner abaixo e procurar por ele em "busca".

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