quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feijoada



Hoje almocei uma feijoadinha num buteco na Praça Mauá. Com o refrigerante paguei oito reais. Muito boa, tinha lingüiça, carne seca, orelha e outras carnes que não consegui identificar (parênteses: feijoada boa é assim, possui carnes que nem os maiores especialistas são capazes de identificar).

Perguntei para o garçom o motivo do prato se chamar feijoadinha, no diminutivo, que me explicou que era porque não tinha todas as carnes. Muito honesto da parte deles, já fui em muito restaurante que anunciava feijoada no cardápio e na hora só tinha carne seca e paio. Me sinto enganado, lesado, me recuso a chamar isso de feijoada. Eles alegam que os cliente não gostam dessas partes "menos nobres" dos nosso amigos suínos e bovinos. O mundo está ficando muito fresco, não aguento tanta viadagem!

Pé, orelha e rabo de porco, toucinho, lingüiças, paio, lombo, costela, língua, carne seca, bacon, entre outros ingredientes fazem a feijoada. Se não tiver, pelo menos, 80% dos itens citados não é feijoada.

Falando no assunto, um dos melhores lugares da Ilha do Governador para se degustar esse tradicional prato brasileiro é o Gaúcho, restaurante pé-sujo no Bancários. É frequentado por operários no horário do almoço, preço baixo e muito sabor. Apesar de sua aparente simplicidade, é lá que a burguesia insulana encomenda a feijoada quando prepara um almoço "exótico" para seus convidados.

Prometo que um dia escrevo com calma sobre o lugar.

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