terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Rio Botequim 1999



Final de ano tranqüilo no trabalho dá para esticar o almoço e flainar pelas ruas do centro da cidade. Foi num desses passeios que hoje comprei o Rio Botequim 1999 em um sebo. O mundo era um pouco diferente e muitas coisas aconteceram neste não tão distante ano:

- Terminei o segundo grau;
- Os telefones só tinham sete dígitos;
- O preço médio do chope era de R$1,50;
- Nascia o hexabilionésimo habitante da terra;
- Um mega blecaute no Brasil iniciava a fase de racionamento de energia;
- A AMBEV foi criada;
- Entra no ar a Rede TV!;
- Morre Jerzy Grotowski;
- A aspirina completa 100 anos.


(parênteses: a versão de 2010 do Rio Botequim acabou de ser lançada, com quatro bares da Ilha, conforme já contentei nesta postagem)

A segunda edição do agora tradicional guia de botequins cariocas trouxe duas novidades: a eleição das melhores casas pelo público (10 mil pessoas votaram) e um artigo sobre a região portuária (Saúde, Gamboa e Santo Cristo), sua história e seus respectivos representantes da baixa gastronomia.

Ainda não esmiucei a edição de 1999, mas já percebi que condizia mais com a proposta de ser um guia de BOTEQUINS. Atualmente muitos restaurantes, alguns caros, constam nas páginas do roteiro.

Claro que nosso insulano O Rei do Bolinho de Bacalhau não poderia ficar de fora. Lá está a foto do seu Sebastião todo pimpão, com colheres em punho, preparando o mais famoso petisco das terras da além Linha Vermelha. Não posso deixar de citar um trecho da descrição do estabelecimento:

(...) vale a pena atravessar a cidade e vir almoçar no Rei, num sábado ou domingo. E aproveite para passear pelo bairro, que tem o charme de uma cidade do interior.

Acho que a Ilha do Governador nunca vai perder este estigma de cidade do interior. Que bom.

Ah, já ia esquecendo. Jerzy Grotowski foi um famoso diretor teatral polonês.

Nenhum comentário:

Postar um comentário