quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Lanchonete Royal

Janeiro. O termômetro em frete ao prédio onde trabalho marca 43 graus, mas ainda assim acho que ele está generoso demais. Caminho até a porta da Lanchonete Royal e paro em frente a placa que anuncia o cardápio do dia:

Comercial (R$6,50)
Feijoadianha
Almôndegas com purê
Filé de frango à dorê com fritas
Carré com maionese
Vitelinha com espaguete

Sugestão (R$7,90)
Bife à milanesa com fritas
Virado à brasileira
Carne assada com agrião

A placa também anuncia um sopão por R$4,00. Esse nunca tive coragem de pedir.

A Lanchonete Royal é mais um desses butecos que sempre freqüento mas nunca escrevo sobre, sempre esperando uma outra oportunidade para tomar nota ou uma fotografia. Como esse estabelecimento não tem nada que o diferencie de tantos outros no Rio de Janeiro, resolvi escrever mesmo sem uma foto para ilustrar. Se o Jaguar escreveu um guia inteiro sem nenhuma, eu também posso.

No balcão, salgados, pedaços de frios prontos para corte, pilhas de misto quente esperando a hora para irem para a chapa e carnes diversas servidas no almoço. Um painel com uma ilustração de uma mesa repleta de frutas e um quadro que retrata uma torcida do América em um estádio. Azulejos encardidos e diversas pequenas placas nas paredes com o nome e preço de sanduíches, sucos e outras ofertas da casa.

Dois pequenos salões, um com entrada pela Rua Venezuela e outro pela Rua Sacadura Cabral, com mesas e cadeiras fixas no chão. Um aviso deixa claro: nossos refrescos são preparados com água filtrada (isso sim merecia uma foto). Diversos trabalhadores na hora do almoço. Esse é o ambiente da Lanchonete Royal, na Praça Mauá.

Entre as opções disponíveis o cliente também pode pedir um prato executivo, escolhendo a carne e a guarnição, que vêm em pratos separados.

Não me intimido com o calor e sou taxativo no meu pedido: feijoadinha com mais feijão do que arroz. Já comi esse prato várias vezes, tendo inclusive comentado aqui. O viradinho à paulista também figura entre meus pratos favoritos. Na verdade, só o nhoque que eu não recomendo.

Não consegui comer tudo, por mais fome que eu estava ainda estou muito longe do apetite dos operários que por lá param para comer. Alguns clientes, ao fazerem o pedido ao garçom, pedem para colocar pouca comida. Vou começar a pedir pouca também.

Fico imaginando a cara de nojo da minha digníssima ao me ver atracado com carnes com texturas bizarras e aparência horrenda. Essa é a feijoada.

Lanchonete Royal
Rua Venezuela, 3 - Centro - Praça Mauá


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3 comentários:

  1. A praça Mauá e o Royal estão na minha infância ! Ali tem ou tinha o ponto final dos ônibus que vinham de Meriti. O parador e o direto. No parador levava quase duas horas, vinha parando nos pontos da Av. Brasil, uma avenida bonita, limpa e cheia de lojas e empresas. Em 35 anos destruiram toda a avenida com a overdose de coletivos, caminhões e carros. 

    Quando voltar lá na Mauá, não deixe de ver e saber a história do Edifício A Noite, antiga sede da Rádio Nacional, que foi a TV Globo da Era do Rádio, anos 40, 50. O Royal deve ter presenciado muitas tietes da Marlene, Cauby e Emilinha Borba.  

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  2. Fala Gógol,

    Claro que conheço o Edifício A Noite, durante muito tempo foi um dos prédios mais altos da cidade, ponto de encontro dos maiores artistas do Brasil na época.

    Hoje em dia, infelizmente, sua fachada está precisando de reforma. Não sei por dentro.

    Dá uma olhada nessa foto: http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema:334

    Abraços.

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  3. Opa, Trabalho lá perto e sempre no final do mês(Quando o $$$ já ta no osso) eu como no Royal
    Na verdade, o cardapio é variado, todo dia tem umas 4 ou 5 opções diferentes.
    Interessante é saber que Segunda-feira sempre tem o churrasco misto, pq deve ser a sobra do churrasquinho que vendem no "Happy Hour" de sexta.
    Mas a comida é boa.

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