quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Paulistinha

Atualização (jan/13): A Paulistinha reabriu em dezembro passado e a chopeira continua a mesma.

Atualização (dez/11): Boa notícia. A Paulistinha vai reabrir. Previsão para março. Só espero que a chopeira continua a mesma.

Atualização (jan/10): Infelizmente A Paulistinha fechou. Outro dia passei lá e encontrei o bar fechado. Pensei que estivesse em reforma, mas não. Foi-se o único paulista gente boa do Rio.

E pior: perdemos junto outra chopeira vertical de bronze. Agora são pouquíssimas em funcionamento na cidade, que aos poucos estão sendo substituídas por chopeiras elétricas. Acredito que é uma excelente oportunidade de marketing para a Brahma, produzir mais alguns exemplares e não deixar esse tipo de equipamento ser extinto.

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Não costumo beber chope por dois principais motivos:

1- Sentar em bar para beber até ficar completamente bêbado saciado é uma coisa que faço com certa freqüência, no mínimo duas vezes por semana. Diante disso, pagar uma média de 4 a 5 reais por um chope não cabe no meu enxuto orçamento.

2- Está muito difícil achar um chope decente no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador ainda mais. A Praia da Bica é uma tristeza, o único decente é o do Doc Sax. No Mexe México peça cerveja.

Dois dos motivos pela queda na qualidade desta bebida são a popularização das chopeiras elétricas e falta de critério dos bebensais.

Era muito comum as chopeiras de bronze torneadas feita pela Brahma, mas hoje só são encontradas em, no máximo, 5 bares na cidade, como o Bar Brasil e o Bar Luiz, ambos no centro. Fica aqui uma sugestão para o marketing da Brahma, produzir mais algumas unidades para bares escolhidos em concurso popular ou de alguma outra forma.

O bar A Paulistinha, perto do Campo de Santana, ainda possui uma dessas relíquias. Dá uma olhada na foto abaixo:

Chopeira de bronze vertical da Brahma com serpentina de 100 metros

Uma maravilha, dá pra ficar ali o dia inteiro só olhando esse chope cremoso saindo. Mas só a chopeira não faz milagre, é necessária habilidade do tirador, dosando a quantidade de gás certa para o líquido e o colarinho (um dia explico melhor sobre a arte do chope). Acima, o Quintino fazendo um excelente trabalho.


A Paulistinha é um botequim extremamente simples, um desconhecido que passe pela porta certamente não terá noção que ali fica guardada essa preciosidade.

Os petiscos também são ótimos, destaque para o bolinho de bacalhau e as cebolinhas e salsichinhas em conserva.


O bar foi fundado em 1938 em um antigo sobrado e seu nome é uma homenagem à esposa do primeiro dono.

Serviço

A Paulistinha
Avenida Gomes Freire, 27 (próximo à Praça Tiradentes e ao Campo de Santana)
Bolinho de bacalhau: R$3,00
Cebolinha e salsichinha em conserva: R$0,50 a unidade



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