quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Editorial (ou procura-se uma musa inspiradora. Ou a crise do meu eu lírico)

Sabe aquela brincadeira que os casais fazem, de oferecer um salvo-conduto para poder transar com alguma celebridade? Estou solteiro agora, mas, se não estivesse, hoje mudaria a Megan Fox pela Juliana Cunha. Tá certo, a Juliana não é uma celebridade no sentido exato da palavra, mas é uma mulher que está tão distante dos meus afagos quanto.

Não sei como fui parar no blog Já Matei Por Menos, mas foi amor à primeira vista. Antes mesmo de ver fotos da Juliana, já estava apaixonado pelos seus textos. Quando vi que além de inteligente ela é linda, fiquei tonto de tanto hiperventilar meus pulmões, tamanha a quantidade de suspiros.

Imediatamente comprei o livro, uma coletânia com 70 postagens do Já Matei. Ao mesmo tempo em que fico excitado com o que leio, fico deprimido porque sei que nunca atingirei tamanho nível de qualidade. Essa depressão aumentou porque ultimamente meu eu lírico não está se manifestando, não tenho escrito nada, e isso me deixa agoniado.


Quero aproveitar para dizer que já não gosto mais do Ilhados do jeito que está. Os botequins continuam sendo minha terapia, os garçons meus psiquiatras e a bebida minha tarja preta, mas cansei de dar dicas. Cansei de ter que gerar conteúdo para um monte de blogs, cada um com seu tema específico, e minha vontade de mudar aumentou mais depois de ler a nota da autora do livro da Juliana, que reproduzo abaixo:

Antes blogueiro era o colunista de jornal que não deu certo. A gente queria escrever crônicas, dar opinião sobre as coisas, sobre todas as coisas. Hoje o que vinga são blogs específicos, com um tema delimitado. Cinema, culinária, moda, tecnologia, fotografia. Valoriza-se o sujeito capaz de ajudar na vida prática do leitor. De ensinar o melhor jeito de assar um pão de queijo ou de usar um delineador. A internet virou um poço de dicas. A pessoa que tem um blog já não quer ser articulista, quer ser especialista. Eu particularmente não gosto de ajudar as pessoas. Essa tendência de "facilitar a vida do leitor" e de "se aproximar de sua realidade" é algo que me irrita no jornalismo atual e que tento manter o mais distante possível do meu blog.
Espero que esse livro funcione como um presente de grego para as pessoas que ainda gostam de ler blogs generalistas, desses que você lê o histórico inteiro e não consegue tirar uma única dica útil para sua vida.

Lamento Jú (posso te chamar de Jú?), mas uma dica você já tirei do seu livro. É preciso mudar. Se foi útil ou não, só o tempo dirá. Aos poucos o Ilhados vai deixar de ser o que é para se transformar num blog generalista, com minhas opiniões sobre qualquer coisa que eu quiser opinar. Estou pensando em até trazer os textos dos meus outros blogs para cá (lista abaixo):


Espero que assim meu eu lírico volte a se manifestar. Na verdade, acho que estou precisando de uma musa inspiradora. Alguém se habilita?

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