sábado, 28 de dezembro de 2013

Livros, feiras e velhice

Existem dois tipos de pessoas no mundo: as que são apegas a seus livros e as que não são. Tá bom, existem outros tipos, mas isso não vem ao caso agora.

Olho com orgulho para minha modesta biblioteca e acho que consigo lembrar onde comprei cada exemplar e o motivo que me fez comprá-lo. As estantes cheias exercem um fascínio em algumas pessoas, tive uma namorada que adorava ficar deitada entre elas.

Às vezes penso em vender livros pela internet, começando com minha coleção. Tenho amigos que complementam a renda assim e certamente seria uma atividade que exerceria com grande prazer, se não fosse, claro, esse meu apego. Por enquanto vou deixar em suspenso esta ideia, talvez para quando me aposentar, apesar de achar pouco provável que um dia eu consiga viver apenas da renda acumulada em décadas de trabalho, suficientes para uma velhice sem labuta.

Outra atividade que me imagino fazendo quando estiver velho é ter uma barraca na feira da Ribeira. Vender alguma coisa não perecível, algo não não me faça acordar cedo todos os dias para abastecer a banca. Vinhos, cachaça, talvez algum tipo de queijo. Na verdade não acredito que isso vá me render algum dinheiro, acho que será apenas um motivo para sair de casa, tomar umas cervejas e ficar admirando ninfetas em seus vestidinhos floridos.


Sim, admito, serei um velho babão, daqueles que ficam na praça jogando dominó e suspirando a cada par de belas pernas que passam. Com barbas brancas e um chapéu Panamá surrado, lembrarei, exagerando um pouco, claro, das minhas conquistas amorosas e de quando ainda era capaz de levar coxas como aquelas para cama.


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