domingo, 17 de maio de 2009

Cachorros e pingüins

Nunca fui fã de animais de estimação. Geralmente acordo de mau humor e meu cachorro faz um escarcéu, latindo e pulando em cima de mim, o que me deixa com mais mau humor. Quando chego em casa à noite do trabalho é a mesma coisa. Confesso que até fui grosso com ele em vários momentos, gritando e ameaçando batê-lo, mas mesmo assim ele nunca deixou de fazer festa comigo. Sempre o achei um idiota por isso.

Como o mundo dá muitas voltas, tiramos lições dos lugares mais improváveis. A cadeira de balanço na varanda da minha casa está começando a ficar com o formato do meu corpo, já que é lá que estou passando boa parte do meu tempo, fumando. Parece que o cachorro percebeu meu estado melancólico e fica ali comigo, me fazendo companhia e com uma carinha triste, tal qual a minha. E tudo que ele pede em troca é um pouco de cafuné e quando eu paro, ele começa a ganir baixinho e coloca a cabeça embaixo da minha mão.

Ele tem sido bem companheiro e sou incapaz de gritar com ele novamente. Pelo menos por enquanto.

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Sinto tanta saudade da minha branquinha. Outro dia vi no Discovery Channel a cidade perfeita onde ela gostaria de morar. Durante o período de reprodução, pingüins invadem a cidade e ficam passeando pelas ruas e pelos quintais, além de fazerem seus ninhos embaixo das casas das pessoas. Imagina morar numa cidade cheia de pingüins!


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