sábado, 8 de agosto de 2009

Parei de fumar

Aos cinco anos de idade fiz minha primeira viagem de avião. Minha mãe contou que era proibido chupar chupeta dentro da aeronave. Assim interrompi abruptamente minha fase oral (muito embora eu não saiba quando começa e termina a fase oral), jogando minha chupeta no telhado de casa.

Anos mais tarde encontrei um substituto: o cigarro. Em relação aos meus amigos, iniciei essa mania tarde, já no final do ensino médio. Chamo de “mania” e não de “vício” porque tenho total controle sobre o cigarro, assim como todos os outros fumantes do mundo.

Já fiquei um ano sem fumar, voltei por conta de um trabalho extremamente estressante. Agora parei novamente. Fumei meu último cigarrinho na janela do apartamento da minha digníssima (aquele mesmo, depois do... ah, você sabe o que), olhei para a guimba ainda acessa e joguei-o na rua. Simples assim.

Como já falei aqui várias vezes, minha doce namorada é atriz e depende da voz. Essa semana descobriu um pequeno problema nas cordas vocais, fazendo com que o cigarro ficasse ainda mais prejudicial do que já é. It´s not a big deal, mas é melhor prevenir. Munido de um enorme sentimento de solidariedade, larguei essa mania.

O tempo já fechou. Como se não bastasse, ela também iniciou uma dieta, ou seja, Houston, temos um problema! O humor dela está no chão, ou melhor, já passou do chão e está chegando no inferno. E o pior ainda está por vir, imagina quando chegar a TMP! Se a gente não se matar (ou não terminar, na melhor das hipóteses), acredito que nada mais será capaz de nos separar.

Adoro fumar, adoro abrir meu zippo e ficar envolto em fumaça. Adoro fumaça, trabalhei um tempo com iluminação de teatro e shows musicais e o efeito que as luzes coloridas produzem na fumaça de glicerina me fascina.

A minha mania é física, ou seja, a falta de nicotina no organismo não vai me causar irritação. O que vai me irritar é a falta do cigarro entre os dedos. É parecido com a falta que o barulho do ventilador faz para algumas pessoas, ou quando passamos o dia andando com algo na mão, que depois de deixado em algum lugar nos dá a sensação de que alguma coisa está faltando, nos deixando "incomodados".

O objetivo desse texto é mostrar que com a motivação correta (problema de saúde) podemos fazer as coisas mais difíceis (parar de fumar).

Abraços a todos, Izidoro.

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