terça-feira, 14 de agosto de 2012

O que aprendi

Por pior que pareça meu sofrimento, nunca vai ser pior do que aquele que passa boa parte da população mundial que sofre com privações de alimentos e guerras. Aprendi que minha dor é egoísta.

Roberto Carlos tem uma música para cada situação. Como pode alguém que vive recluso há anos possuir tão vasto conhecimento sobre as alegrias e tristezas que afligem os corações humanos?

A Lei da Oferta e da Procura não se aplica aos relacionamentos, que são constituídos por sexo, amor, respeito, amizade, companheirismo, compromisso entre outros itens. O sexo é o mais fácil de conseguir (pode até ser comprado) e ao mesmo tempo o mais valorizado. Achar uma pessoa para transar de vez em quando é fácil, difícil é encontrar alguém que ajude a passar aquela sensação ruim que é acordar depois de um pesadelo.

Não sei se os cachorros amam, mas em caso positivo, deve ser o amor mais sincero que existe. Aprendi a amar os cachorros.

Sempre falei muito mal de terapia, acreditava ser coisa de gente fresca. Até o dia em que precisei e compreendi a importância de resolver certos conflitos internos com a ajuda de um profissional capaz estimular reflexões que não seriam possíveis de outra forma.

Aprendi que para ser feliz são necessários: amores, amigos, dinheiro, família e realização profissional. Cada pessoa pondera de uma forma diferente, atribuindo diferentes pesos a cada um destes quesitos. Para uns, o que importa é conseguir viver trabalhando com o que gosta, para outros o principal é o dinheiro, não importando o que seja necessário para consegui-lo. Para evitar futuros sofrimentos, estou atribuindo novos pesos ao meu “índice de felicidade”.

Aprendi que as frases de caminhão são dotadas de um conhecimento que eu, até então, ignorava: “Quando a saudade não cabe no peito, transborda pelos olhos”. “Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe”.

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