sábado, 22 de dezembro de 2012

Benjamin Abrahão e Livraria Cultura

A primeira vez que ouvi falar de Benjamin Abrahão foi no filme Baile Perfumado, que conta um pouco da história real deste libanês responsável pelos únicos registros fotográficos de Lampião enquanto vivia no sertão. O filme é excelente, gostei tanto que um dos poucos CDs que tenho na minha estante é a trilha sonora dele. Assista abaixo o trailer (filme completo aqui).


Na mesma época fui a um debate com os realizadores do longa no Centro Cultural Banco do Brasil, no Encontro com o Cinema Brasileiro, evento que acontecia uma vez por mês com sessão de cinema seguido de um bate-papo com os responsáveis pela produção. Era muito bom, pena que acabou.

Algumas pessoas são surpreendentes, por isso prefiro ler biografias do que romances. Certas histórias só funcionam na realidade, se alguém as tivesse escrita em ficção todos diriam que seria impossível tais acontecimentos na "vida real". Benjamin se encaixa neste perfil, por isso fui correndo para a nova loja da Livraria Cultura comprar Entre Anjos e Cangaceiros, que conta a história deste libanês "chapa quente", amigo pessoal de Padre Cícero. Quem recomendou foi Lira Neto em seu Facebook, autor da excelente biografia do Padim.

Ainda na primeira página do livro, parei para ler o perfil do autor, Frederico Pernambucano de Mello. Fica claro, pelo estilo do texto, que ele é historiador. É uma leitura enfadonha e com enormes notas bibliográficas em letras minúsculas, muitas vezes com fatos interessantes que podiam ser incorporados à narrativa principal. As melhores biografias e livros de história hoje são escritos por jornalistas, que sem perder a acuidade da pesquisa conseguem criar um texto fluido, entrando para lista dos mais vendidos. Alguns exemplos são o já citado Lira Neto, além de Laurentino Gomes e Ruy Castro.

Livraria Cultura

Livraria Cultura na Rua Senador Dantas
A amplamente aguardada segunda loja da rede foi finalmente aberta na Rua Senador Dantas, no lugar onde antes funcionava o Cine Vitória. É mais que uma loja, é um centro cultural com teatro, espaço para exposições, café e restaurante, enorme, certamente uma das maiores do Rio. Ainda é pequena com relação as de São Paulo, mas tornou esta capital um lugar mais interessante. 

Para comer, o tradicional Café Viena, com destaque para a salada de salmão defumado (R$21,90) e o submarino, café com barra de chocolate meio amargo, leite vaporizado e calda de chocolate (R$6,90).

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