quarta-feira, 24 de setembro de 2014

#HaddadPresidente #Haddad2018

Intervenção no Cristo para alertar sobre as mudanças climáticas
O Brasil saiu do mapa da fome, não carregaremos mais esta vergonha. Uma das notícias mais importantes da nossa história passou completamente despercebida pela nossa imprensa. O motivo: notícias boas vão favorecer a Dilma e o PT.

Sou ativista, além de trabalhar numa das instituições da sociedade civil que mais contribuiu para o fim da insegurança alimentar no país, dedico meu tempo a temas como mobilidade, alimentação saudável e desenvolvimento sustentável. Participo de coletivos que realizam intervenções na cidade que estimulam a reflexão sobre temas como direitos humanos e mudanças climáticas. Uma das ações mais incríveis que fizemos foi a projeção mapeada no Cristo Redentor. A foto acima não é montagem.

A criação de cidades mais humanas é um dos focos da minha atuação. Acredito que o planejamento urbano adequado pode contribuir para que as pessoas sejam mais felizes. Parques, praças, ciclovias, moradias adequadas, transporte público eficiente, espaços onde as pessoas possam interagir com outras contribuem com diminuição da violência, conforme já escrevi aqui em algumas postagens (Rua para pessoas e Carnaval, futebol e revolução, por exemplo).

Essa pequena introdução é para falar que estou acompanhando de perto as transformações que estão sendo feitas pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Há pouco tempo fui até lá ver de perto, pedalei pelas novas ciclovias e participei de festival CoCidade. São pequenas ações que estão colocando a Terra da Garoa nos moldes de cidades como Amsterdã e Copenhague. Mas o Brasil não é a Europa, dizem os pessimistas, mas eu acredito que é possível um dia atingirmos o mesmo nível de respeito ao próximo.

Parklet: vagas de estacionamento estão virando pequenas praças

Para isso, está sendo necessário enfrentar o status quo, o pensamento comum, e não é fácil, principalmente quando se tira os espaços para os carros com a criação de faixas exclusivas para ônibus, ciclovias e parklets. O planejamento urbano não pode mais continuar privilegiando o carro por vários motivos, mas vou citar apenas um: apenas 20% das pessoas se locomovem de carro, ocupando 80% das vias. Enquanto isso, 80% das pessoas precisam se espremer nos 20% restantes de ruas que sobram. Ou seja, privilegiar o transporte público, a intermodalidade e veículos sem motor é questão de democracia e justiça.

O Plano Diretor Estratégico de São Paulo, que regula a utilização do espaço público, foi elogiado por diversos grupos ativistas e tem como premissas a criação de moradias populares no Centro, adensamento populacional em regiões próximas a troncos de transporte, criação de áreas verdes e desestímulo ao uso de carro (saiba mais).

Times Square: antes e depois.
Outro dia assisti uma palestra da Janette Sadik-Kha, responsável pela transformação que Nova Iorque sofreu nos últimos 10 anos. Ela espalhou parques e ciclovias por todos os cantos e fechou a Broadway para carros, o que seria o equivalente a fechar a Rio Branco. Colocou um novo mobiliário urbano (foram mais de mil bancos) e diminuiu a quantidade de vagas de estacionamento, transformando a vida das pessoas e virando exemplo para o mundo. Comerciantes contrários às modificações, já que pensavam que perderiam clientes por causa da eliminação das vagas para carros em frente às suas lojas, tiveram um considerável incremento nas vendas, já que é mais fácil parar e entrar em um estabelecimento quando se está a pé ou de bicicleta.

O sistema de transporte público lá é muito melhor do que aqui, o que contribuiu para essas mudanças fossem implementadas, por isso também temos que abraçar a luta pela melhoria dos trens, metrôs e ônibus. A batalha para a construção de cidades mais humanas e felizes possui diversas frentes.

Muitas dessas cidades que hoje são exemplos já foram violentas, poluídas e degradadas. A mudança é possível, basta participação popular e políticos comprometidos conosco, e não com empreiteiras e empresas de ônibus, como é comum por aqui, já que são grandes financiadores de campanhas.

Claro que Haddad não é perfeito, mas tem se mostrado um prefeito a frente de seu tempo e gostaria de dizer que quero vê-lo como candidato à presidência em 2014.

#haddapresidente #haddad2018

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